Um bebê de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) morreu nesta segunda-feira (28) em uma praia de Jaguaruna, em Santa Catarina. O animal, monitorado por autoridades, havia nascido no último sábado (26) e estava junto à mãe, encontrada no dia anterior.
A morte do mamífero foi confirmada pela professora coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), Morgana Gaidzinski. O instituto investiga as causas que tiraram a vida do animal marinho.
Bebê de elefante-marinho nasceu na praia
A equipe do PMP-BP foi acionada na sexta-feira (25) sobre o aparecimento de uma fêmea de elefante-marinho na faixa de areia do litoral de Jaguaruna. Os cuidados de preservação foram reforçados, quando o animal deu à luz na manhã de sábado. O momento foi registrado pelas equipes de monitoramento ambiental e chamou a atenção de moradores e visitantes. Veja o vídeo:
O PMP trabalhou junto das equipes do Museu de Zoologia da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc) e dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna para isolar uma área de aproximadamente 50 metros e proteger os animais durante período de amamentação e crescimento do filhote.
O objetivo era observar o seu desenvolvimento pelas próximas três semanas, tempo esperado para que o animal recebesse os cuidados necessários com alimentação e bom desenvolvimento para entrar no oceano. Mas o bebê acabou não resistindo e morreu. A mãe continua no local.
Confira imagens do filhote de elefante-marinho e sua mãe
Nascimento raro vira segundo registo de morte da espécie no litoral de SC
O filhote na praia de Jaguaruna não é o primeiro a falecer em Santa Catarina. Em 2024, outro caso parecido aconteceu na Praia Vermelha, em Garopaba.
Em outubro de 2024, foi registrado o nascimento de um filhote de elefante-marinho na Praia de do Siriú, em Garopada. Entretando aproximadamente um mês depois, em novembro, o animal foi encontrado encalhado na Praia Vermelha.
A médica veterinária do Trecho 1 do PMP-BS, Adriana Albuquerque, explica que o filhote havia passado 20 dias sob os cuidados da mãe, antes de se separarem no oceano:
“Segundo estudos, esses animais podem ficar até dois meses na região experimentando e conhecendo o mar antes de partir rumo às colônias”, disse.
Quando o filhote foi encontrado morto, os especialistas analisaram que a fêmea-mãe estaria localizada próxima ao litoral de São Paulo, na Bacia de Santos.
Veja fotos do caso de 2024
Elefantes-marinhos não são comuns na região
De acordo com a Unesc, esta não é a primeira vez que um elefante-marinho aparece em Santa Catarina, mas a presença de uma fêmea com filhote ainda é considerada uma ocorrência rara, já que a região não é uma área de reprodução da espécie.
A professora e coordenadora do PMP-BP, Morgana Gaidzinski, afirma que a situação é de grande relevância para os especialistas:
“Esses animais costumam se reproduzem somente em colônias na Patagônia Argentina. É um fato para nós, vamos dizer assim, histórico. É muito relevante para o nosso Litoral. Um presente realmente que a gente ganhou para poder ver in loco essa interação tão bonita entre mãe e filhote”, comentou.
Os especialistas ainda não sabem qual a causa da morte do animal, mas investigam as circunstâncias da situação.
*Sob Supervisão de Abinoan Santiago









