Novas espécies de plantas surgem em áreas críticas e ampliam preocupação científica

Novas espécies reforçam a riqueza da flora brasileira em diferentes regiões do país

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Flores chamam atenção e ajudam cientistas a classificar novas espécies (Reprodução/ Jornal da Universidade UFRGS)

Flores chamam atenção e ajudam cientistas a classificar novas espécies (Reprodução, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificaram três novas espécies de plantas brasileiras: Siphocampylus nebularis, Siphocampylus flavescens e Lobelia bahiana em regiões ainda pouco exploradas da Mata Atlântica e do Cerrado.

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As descobertas, publicadas em estudos recentes, revelam flores com adaptações únicas para climas de altitude e polinização por beija-flores, reforçando o Brasil como o maior detentor de biodiversidade do planeta.

No entanto, a ciência corre contra o tempo: o anúncio das novas espécies vem acompanhado de um alerta urgente sobre a preservação de áreas ameaçadas no Paraná, Minas Gerais e Bahia.

Quais são as novas espécies descobertas pela UFRGS?

A Siphocampylus nebularis é uma espécie encontrada pelos pesquisadores da UFRGS no estado do Paraná. O nome “nebularis” faz referência ao ambiente onde ela vive, geralmente áreas com muita neblina, como regiões de mata atlântica mais úmidas e elevadas. É uma planta que chama atenção pelas flores tubulares, típicas do gênero.

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Outra espécie, é a Siphocampylus flavescens. Com origem de Minas Gerais, essa espécie tem como destaque a coloração mais amarelada das flores, o que inspirou o nome “flavescens”. Assim como outras do mesmo grupo, ela também costuma atrair polinizadores como beija-flores.

Já a Lobelia bahiana, é uma planta da Chapada Diamantina, na Bahia. O gênero Lobelia é conhecido por suas flores delicadas e coloridas, e essa espécie reforça a riqueza da biodiversidade da região, que é um dos grandes hotspots naturais do Brasil.