Presentes em praças, parques, quintais e até nas janelas dos apartamentos, pombos e rolas fazem parte da paisagem urbana. Embora essas aves sejam parecidas à primeira vista, alguns detalhes na aparência ajudam a identificar cada uma delas.
Além das diferenças físicas, existe outro ponto importante: o contato com aves silvestres ou urbanas e, principalmente, com seus excrementos pode exigir cuidados para evitar problemas de saúde.
As duas pertencem à família Columbidae, que reúne pombos, pombas e rolas. Apesar do parentesco, espécies diferentes apresentam características próprias, como formato do corpo, tamanho das asas, coloração das penas e hábitos.
Quais são as diferenças entre pombos e rolas?
A maneira mais fácil de distinguir essas aves é observar o corpo, a plumagem e as marcas presentes no pescoço. O ambiente em que aparecem também pode ajudar, embora não seja suficiente para identificar uma espécie com certeza.
O pombo-doméstico, conhecido cientificamente como Columba livia, é muito comum nas cidades. Já as rolas incluem diferentes espécies, entre elas a rola-turca (Streptopelia decaocto), reconhecida por uma marca escura na parte posterior do pescoço.
1. Pombo urbano: corpo robusto e plumagem variada

O pombo-doméstico é uma das aves mais facilmente encontradas em ambientes urbanos. Seu corpo costuma ser compacto e robusto, com peito relativamente largo e cabeça pequena em relação ao restante do corpo.
Em geral, mede entre 25 e 35 centímetros de comprimento, embora as dimensões variem conforme o indivíduo e a população. A envergadura pode chegar a aproximadamente 60 a 70 centímetros.
A plumagem mais conhecida é cinza, com reflexos esverdeados e arroxeados no pescoço. Entretanto, existem indivíduos brancos, pretos, marrons e com padrões mesclados, resultado da domesticação e da reprodução seletiva.
2. Rola-turca: corpo esguio e colar escuro

A rola-turca apresenta uma silhueta mais alongada e delicada, com plumagem predominantemente bege-acinzentada. Sua característica mais marcante é uma faixa preta estreita na nuca, geralmente acompanhada de uma borda clara.
O comprimento costuma ficar entre 29 e 33 centímetros, enquanto a envergadura pode variar aproximadamente de 47 a 55 centímetros.
O peso também varia, frequentemente ficando na faixa de 125 a 240 gramas, dependendo do indivíduo. O bico é relativamente fino e escuro, e a cauda comprida contribui para a aparência esguia da ave.
Quais doenças pombos e rolas podem transmitir?
A convivência com essas aves nem sempre representa um risco imediato. O cuidado aumenta quando há contato frequente com animais infectados, acúmulo de excrementos ou exposição à poeira contaminada.
Algumas infecções estão associadas a microrganismos presentes nas secreções das aves ou no ambiente onde elas vivem. Por isso, a prevenção deve priorizar a higiene e o manuseio seguro dos resíduos.
Psitacose: infecção bacteriana que afeta a respiração
A psitacose é uma infecção causada pela bactéria Chlamydia psittaci, que pode infectar diferentes espécies de aves e, em determinadas circunstâncias, seres humanos.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas com secreções respiratórias ou fezes secas de aves infectadas. Pombos estão entre as espécies que podem carregar o microrganismo, embora nem toda ave esteja infectada.
Os sintomas costumam surgir entre cinco e 14 dias após a exposição e podem incluir:
- Febre e calafrios.
- Dor de cabeça.
- Dores musculares.
- Tosse seca.
- Cansaço e mal-estar.
A doença pode evoluir para pneumonia e outras complicações. Por isso, quem apresentar esses sintomas após contato com aves ou locais contaminados deve procurar atendimento médico e informar a exposição.
Criptococose: atenção ao acúmulo de fezes
A criptococose é uma infecção causada por fungos do gênero Cryptococcus. Esses microrganismos podem estar presentes no ambiente, inclusive em locais com acúmulo de fezes de pombos.
A infecção acontece principalmente pela inalação de partículas fúngicas presentes no ambiente, e não pelo simples contato com a ave. A doença pode afetar os pulmões e, em casos graves, atingir o sistema nervoso central.
Entre os sintomas possíveis estão febre, tosse, dor no peito e fraqueza. Quando há comprometimento do sistema nervoso, também podem ocorrer dor de cabeça intensa, confusão mental e rigidez na nuca.
Histoplasmose: risco relacionado à poeira contaminada
Outra infecção que merece atenção é a histoplasmose, causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. Ele é encontrado no ambiente, especialmente em determinados solos e locais com matéria orgânica contaminada por excrementos de aves ou morcegos.
A infecção ocorre pela inalação de partículas do fungo que ficam suspensas no ar, sobretudo durante atividades que levantam poeira. Isso pode acontecer na limpeza de espaços muito contaminados ou em ambientes frequentados por grandes grupos de aves.
A doença pode não provocar sintomas ou causar manifestações respiratórias. Em situações mais graves, pode se disseminar pelo organismo, principalmente em pessoas vulneráveis.
*Conteúdo produzido com auxílio da IA e revisado por jornalistas.




