O veterinário Luís Felipe Zulim, de Presidente Prudente, em São Paulo, registrou nas redes sociais toda a sua trajetória para tentar salvar um filhote de beija-flor que ele encontrou machucado. O filhote, segundo ele, foi encontrado no dia 12 de maio com a respiração fraca e quase não se movimentava.
De acordo com o profissional, o filhote foi encontrado em um ninho preso a um galho cortado de uma árvore. O animal estava fraco e precisava de cuidados. Por causa disso, o veterinário, que trabalha com dermatologia de cães e gatos, começou a procurar informações e conversar com especialistas em animais silvestres para entender como poderia cuidar do filhote.
No início, Luís ofereceu água com açúcar usando uma seringa e acomodou a ave em um vaso de flores forrado. Depois, o profissional passou a utilizar uma papinha específica para a espécie e criou uma fonte de calor para ajudar a manter a temperatura corporal do filhote.
Como a espécie tem metabolismo muito acelerado, a alimentação do animal precisava acontecer em intervalos curtos, de aproximadamente 20 a 30 minutos. Por conta disso, Luís precisava acompanhar o animal frequentemente. Em uma publicação feita em junho deste ano, o profissional afirmou que o encontro com o pássaro tinha mudado sua vida.
O período de cuidado durou quase 100 dias e Luís tinha o objetivo de conseguir devolver o animal para a natureza, que foi apelidado de Zulinho. Entretanto, no dia 18 de agosto, o profissional precisou se despedir do animalzinho, que não resistiu mesmo com os cuidados.
“Confesso que tinha esperanças de vê-lo desenvolver mesmo que tão devagar, de vê-lo voar feliz, mas nem tudo é como gostaríamos” escreveu Luís em uma publicação de despedida.
Os seguidores do homem, que acompanhavam de perto a rotina de cuidados, lamentaram a perda do animal, mas parabenizaram Luís pelos cuidados.
“Anjos vem de diferentes formas e nos salvam de diferentes forma. Um pedacinho da gente voa com você, Zulinho” disse um internauta.
“Ele recebeu 98 novas oportunidades de vida. E não foi qualquer vida, foi a melhor vida que um ser humano poderia dar a um serzinho tão pequeno e frágil” comentou uma seguidora de Luís.
Na publicação, o veterinário escreveu um texto relembrando os momentos de luta do animalzinho. Confira o texto completo:
“O beija flor voou! Não como eu gostaria (gostaríamos) , mas ele voou! Chegou numa manhã de terça feira (12 de maio) sem alarde e fez morada durante 98 dias (dias de luta, meu guerreirinho. Como tinha vontade de viver, lutou bravamente , enfrentou o frio desse inverno) e hoje partiu sem alarde, no amanhecer de uma terça-feira.
Confesso que tinha esperanças de vê-lo desenvolver mesmo que tão devagar, de vê-lo voar feliz, mas nem tudo é como gostaríamos. Obrigado a todos pelo incentivo e energia positiva. Com certeza ele sentia o carinho de vocês e a vibração para que ele ficasse firme e forte dia pós dia. Tentamos, e conseguimos durante 98 dias e ele voou mas nunca será esquecido”




