O Figueirense completa 103 anos de história, tradição e glórias nesta quarta-feira (12). O clube já passou por altos e baixos em sua trajetória, repleta de vitórias, tropeços e, sobretudo, paixão pelo futebol.

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— Para nós é motivo de muita alegria celebrar os 103 anos deste clube de tantas glórias e tradição. O Figueirense é o maior clube e a maior marca do esporte de SC. Um clube que nasceu numa região popular, na região da Figueira, onde hoje é o centro da capital, e que 103 anos depois, com a sua casa na região continental, segue sendo o time de todas as classes e de todas as raças — disse o presidente do Figueirense, José Tadeu da Cruz.

Para comemorar o aniversário, o Figueirense organizou uma série de ações especiais para celebrar a data especial ao lado dos torcedores. Na manhã desta quarta-feira, acontecerá uma Missa de Ação de Graças, celebrada pelo Padre Prim, na Capela do Estádio Orlando Scarpelli, às 10h. Em seguida, às 11h, o corte do bolo do Furacão do Estreito e o canto de parabéns, no espaço em frente a Capela.

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À noite, será realizado um evento no Espaço Memorial do Estádio Orlando Scarpelli, celebrando oficialmente o aniversário do clube e prestando homenagem ao ex-presidente do clube, Norton Flores Boppré.

Ainda na programação especial de 103 anos de Figueirense, o time realizará um jogo de despedida para os ídolos Wilson e Fernandes, no dia 29 deste mês, no Orlando Scarpelli. A partida terá a presença ilustre de diversos ex-atletas do Alvinegro, como Roberto Firmino, Aloísio Boi-Bandido, Aldrovani e Schwenck.

— 103 anos de Figueirense é um momento especial na vida do futebol catarinense, pela grandeza desse clube. Por ser um dos dois times que tem mais títulos na história do campeonato catarinense, pelos craques que vestiram essa camisa, craques de fora, craques de Florianópolis, craques de Santa Catarina, pela história riquíssima que tem esse clube, pelos seus torcedores. O aniversário do Figueirense é como se fosse o aniversário do futebol catarinense, por tudo que ele representa na nossa história — disse Chico Lins, comentarista da NSC.

Atualmente, a torcida do Figueirense, considerada como uma das maiores e mais fortes de Santa Catarina, não está vendo o clube onde gostaria. Há quatro temporadas o time está disputando a Série C do Campeonato Brasileiro, e vem de uma sequência de quatro partidas sem vitórias em 2024, após um bom começo que deixou os alvinegros com uma expectativa que não foi cumprida até o momento, com a chegada da SAF.

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O técnico João Burse lida com poucas opções no elenco, e o clube está impossibilitado de inscrever novos jogadores devido ao transfer ban sofrido em abril deste ano. Além das dificuldades técnicas do futebol, desde que o Figueirense foi rebaixado para a Série C o time passou por diversos imbróglios financeiros e de gestão.

— No futebol atual, a história tem que ser mais estudada e refletida. Quem vem de fora precisa conhecer mais, para entender mais, para respeitar mais, e para fazer aquilo que precisa ser feito, mas com o tamanho do Figueira e dos anseios de sua torcida — avalia Rodrigo Faraco, comentarista da NSC.

— Há momentos de vitórias e momentos de derrotas, mas o inegociável e o que torna o Figueirense este gigante é a relação com sua torcida. A força do Figueira ninguém explica… ela é sentida — comenta Faraco.

No fim de 2023, o Figueirense vendeu 90% da SAF. Nesta venda, novos nomes chegaram no clube, como o CEO Enrico Ambrogini e o já conhecido gerente de futebol Marco Aurélio Cunha. Com isso, neste ano o Alvinegro busca fazer diferente e se reerguer como time.

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— Temos a certeza que com todo o trabalho que está sendo feito, logo o torcedor alvinegro voltará a ver um Figueirense forte e vitorioso, com muita luta, como sempre foi desde o início desta linda história — finaliza José Tadeu da Cruz.

A fundação do Figueirense

Em 12 de junho de 1921, 103 anos atrás, os amigos Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis se reuniram na Praça XV, no centro de Florianópolis, para concretizar a fundação do Figueirense Futebol Clube.

O grupo de amigos, entusiastas do futebol e do remo, pretendiam criar uma nova sociedade esportiva, que representasse a Grande Florianópolis. O nome do time veio da tradicional figueira centenária que enfeita a principal praça da capital catarinense, onde aconteceram os primeiros encontros que discutiram a criação do clube.

A casa do Figueirense, Estádio Orlando Scarpelli

O Estádio Orlando Scarpelli foi inaugurado em 12 de junho de 1960, no aniversário de 39 anos do Figueirense. A casa do Alvinegro fica no bairro do Estreito, em Florianópolis, na recentemente nomeada de Rua Norton Flores Boppré, em homenagem ao ex-presidente do clube.

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O nome homenageia o empresário e ex-presidente do Figueirense Orlando Scarpelli, que doou o terreno onde foi construído o estádio. Além disso, Scarpelli também arrecadou recursos para a construção da nova sede alvinegra.

Pela contribuição, Orlando Scarpelli recebeu o título honorário de sócio grande benemérito do clube, sendo a única pessoa da história do clube a receber essa homenagem – em 1957 esse reconhecimento foi extinguido.

O mais vezes campeão catarinense

O Figueirense é o clube mais vezes campeão do Campeonato Catarinense, com 18 títulos na conta: em 1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004, 2006, 2008, 2014, 2015 e 2018. A honraria é dividida com o Avaí, que tem a mesma quantidade de taças que o Alvinegro.

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Competição mais tradicional do estado, o Campeonato Catarinense é um dos torneios mais importantes para o Figueirense e a torcida alvinegra. O Furacão do Estreito também já conquistou o vice-campeonato sete vezes, em 1950, 1975, 1979, 1983, 1984, 1993 e 2012.

Títulos de destaque

A coleção de títulos do Figueirense ainda conta com duas Recopas Catarinense (2019 e 2022), três Copas Santa Catarina (1990, 1996 e 2021), um Supercampeonato Catarinense (1996), uma Taça Mané Garrincha (1983) e uma Taça José Meirelles (1985).

O Figueirense ainda conta com um título internacional, da Copa Mercosul, competição oficial organizada pela Conmebol de 1998 a 2001. A competição envolvia times do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. No Orlando Scarpelli, o Alvinegro venceu o Joinville, com um gol marcado na prorrogação, e levantou a taça do extinto torneio em 1995.

Entre outros destaques importantes em competições, o Figueirense também conquistou o vice-campeonato da Série B do Campeonato Brasileiro em duas oportunidades (2001 e 2010), e foi vice da Copa do Brasil em 2007, derrotado pelo Fluminense.

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Revelações e ídolos alvinegros

O Figueirense foi responsável por revelar grandes nomes do futebol, como Roberto Firmino, Filipe Luís e André Santos. Outros atletas de destaque que também passaram pelo clube foram Felipe Santana, Carlos Alberto, Loco Abreu e o técnico Dorival Júnior.

Entre os muitos jogadores que deixaram suas marcas na história do Figueirense, a torcida alvinegra tem o ex-meia Fernandes como o maior ídolo. Atualmente, o maior artilheiro da história do clube, com 108 gols, assume o cargo de assessor especial da presidência do clube.

Figueirense na elite do futebol brasileiro

O Furacão do Estreito é o time catarinense com mais participações na Série A do Campeonato Brasileiro: ao todo, foram 17 temporadas competindo na elite do futebol brasileiro. Além disso, é o time do estado com o melhor aproveitamento (de 50,9%) e a maior série de invencibilidade (14 jogos sem perder) na primeira divisão da competição (ambos feitos em 2011).

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A melhor campanha do Figueirense na Série A do Campeonato Brasileiro foi em 2011, sob o comando do técnico Jorginho. O clube encerrou o ano ficando no 7º lugar do Brasileirão, com 58 pontos.

A última vez que o Figueirense disputou a Série A do Campeonato Brasileiro foi em 2016. Na ocasião, o Alvinegro terminou a temporada em 18º, sendo rebaixado para jogar a Série B de 2017.

*Lia Capella é estagiária sob a supervisão de Diogo Maçaneiro

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