Promover o gosto pela leitura na infância pode ser um desafio diante deste mundo
conectado e imerso no entretenimento digital. Pais e responsáveis têm papel fundamental
para incentivar a nova geração a ler regularmente. Embora a escola tenha atuação nesse aspecto, ela não deve ser a única a cultivar essa prática.

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“O hábito de leitura precisa ser construído desde cedo, pois é por meio dele que a criança
adquire repertório de conhecimento. Ler promove o desenvolvimento cognitivo, psicológico,
emocional e social, instiga a criatividade, aumenta o vocabulário, entre outros benefícios”,
destaca Mônica S. Gouvêa, diretora educacional e especialista do Joca, jornal do Brasil para crianças e adolescentes.

A profissional afirma que o apoio ativo e o envolvimento dos pais na jornada
literária de seus filhos são elementos-chave para consolidar essa prática como parte
integrante de suas vidas. “O primeiro passo é a conscientização dos responsáveis para que
sirvam de exemplo em casa e fomentem a vontade de ler nos filhos”, informa.

Estratégias para estimular o hábito de leitura nas crianças

Veja abaixo 5 dicas recomendadas pela especialista:

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1. Dê o exemplo e demonstre interesse pela leitura

As crianças agem como espelhos, imitam o comportamento dos adultos e refletem no
ambiente social aquilo que observam em casa. Neste sentido, as férias escolares oferecem
a oportunidade de fortalecer o hábito da leitura em família, ressaltando o papel dos pais de
ser, também, um modelo para que seus filhos desenvolvam o costume de ler.

“Durante esse período, é possível criar momentos de leitura diária antes de dormir ou
durante a tarde, por exemplo. Essa estratégia promoverá a interação com os pais,
propiciando aprendizado e fortalecimento do vínculo familiar”, afirma Mônica.

2. Explore diferentes gêneros textuais

Contos, fábulas e crônicas são alguns exemplos de gêneros literários que podem
enriquecer o gosto pela leitura, mas os livros não são a única porta de entrada para isso. As
publicações infantojuvenis, como jornais e revistas especializadas adequados à faixa etária,
podem auxiliar.

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“Explorar a experiência de folhear um periódico, entendendo como as seções estão
organizadas, acostumando-se com a leitura em colunas e compreendendo as variadas
formas de texto de uma única edição, é uma maneira eficaz de desenvolver o interesse pela
leitura de conteúdo informativo. Isso não só ajuda a conectar crianças e adolescentes ao
mundo das notícias, mas também contribui significativamente para essa interação”,
esclarece a diretora.

Para ajudar na compreensão das crianças, priorize utilizar livros impressos (Imagem: Przemek Klos | Shutterstock)

3. Prefira a leitura impressa

O formato cria uma relação positiva com a leitura. A revisão de 25 estudos envolvendo 470.000 estudantes, publicada em dezembro de 2023 pela Universidade de Valência, revela que ler textos impressos melhora de seis a oito vezes mais a habilidade de compreensão do que conteúdos em meios digitais.

4. Reconheça as preferências da criança

Valorizar o interesse das crianças por diferentes tipos de leitura ajuda a promover uma relação rica e diversificada com esse hábito.

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“Os leitores mirins podem preferir textos mais curtos. Procure opções da literatura infantil ou
de assuntos da atualidade, como acontecimentos locais ou mundiais, descobertas
científicas, entretenimento e fatos curiosos, ou seja, informações que os levem a
compreender melhor o mundo em que vivem”, orienta a profissional.

5. Converse com as crianças sobre as leituras

Ao conversar sobre os livros, as revistas ou os jornais que estão lendo, os adultos demonstram
interesse e criam espaço para troca de ideias e oportunidade para entender as interpretações individuais das crianças, estimulando não só a compreensão do texto, mas, também, o desenvolvimento de habilidades críticas e analíticas.

“Dentre as qualidades adquiridas pelo hábito da leitura, a essencial é a de que as crianças
se tornem adultos informados, críticos e com interesse em se engajar nas questões que
dizem respeito à melhoria de nossa sociedade”, finaliza Mônica S. Gouvêa.

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Por Nathalya Cippiciani