7 passeios imperdíveis para fazer em Macapá

Conheça as opções de turismo no município repleto de atrativos histórico-culturais

Compartilhe:
Vista da entrada da Fortaleza São José em Macapá

(Foto: Shutterstock)

Com menos de um milhão de habitantes em todo o estado, apenas 16 municípios e 33 anos de história, o Amapá pode parecer um destino de pouca expressão, porém surge como uma grata surpresa para os viajantes que buscam contato com a natureza e um mergulho na autêntica região Amazônica.

Continua após a publicidade

> Clique aqui e receba notícias no WhatsApp

Sua capital, Macapá, é o ponto de partida para qualquer roteiro local e, além de abrigar o Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, que passou a receber voos diretos de Campinas no último mês de novembro, conta com importantes atrativos histórico-culturais que rendem um passeio cheio de curiosidades.

Continua após a publicidade

Única capital banhada pelo rio Amazonas

A cidade também tem duas singularidades que chamam a atenção de seus visitantes: é a única capital a ser banhada pelo rio Amazonas, que forma uma orla de cinco quilômetros por ali, e tem a ímpar posição nos dois hemisférios, sendo cortada pela linha do Equador. Fundada em 4 de fevereiro de 1758, a capital do Amapá vem despontando como um dos destinos que mais cresceu em infraestrutura turística e, não só por isso, merece uma visita.

O clima na cidade é quente e úmido. As máximas estão entre 31°C e 33°C, mas, durante um dia, pode alcançar os 40°C. Entre agosto e outubro, acontecem as mais altas temperaturas do ano, por isso é bom planejar em qual temporada vale a visita. A seguir, apresentamos alguns dos principais atrativos locais que podem ser combinados em um roteiro de, pelo menos, quatro dias do destino.

1. Ilha de Santana

Distrito do município de Santana, a cerca de 15 km da capital, acessível a partir de um passeio de barco, a ilha rodeada pelas águas do rio Amazonas funciona bem como uma primeira incursão pela imensidão verde característica da região.

Sua preservada floresta abriga a Trilha das Samaúmas, as famosas árvores sagradas amazônicas. Podendo chegar a até 50 metros de altura – o equivalente a um prédio de dezesseis andares –, com troncos de até três metros de diâmetro, as rainhas da floresta acumulam algumas centenas de anos e uma beleza exuberante.

Continua após a publicidade

Graças a toda essa altura, sua copa se projeta acima de todas as outras espécies e funciona como abrigo para diversos pássaros e insetos. Além disso, tem grande importância para o ecossistema local, pois suas raízes absorvem água das profundezas do solo amazônico, hidratando não apenas a si mesma, mas outras árvores dos entornos.

> Mochilão: 7 destinos para conhecer na América do Sul

Continua após a publicidade

Opções de lazer pela ilha

A ilha de Santana também abriga riachos e igarapés, como o famoso igarapé da Várzea, assim como locais para tomar banho de rio e, se tiver sorte, apreciar uma revoada de pássaros. Isso sem contar a experiência gastronomia local, que inclui almoço no Sítio Refúgio dos Pereira, com culinária influenciada pelos povos paraenses e pelos antigos moradores do povoado santanense – mestiços portugueses e indígenas da nação Tucuju –, com direito a peixe assado na hora, açaí com farinha e sucos com frutas da região, como taperebá e cupuaçu.

Não deixe de provar também o chopp geladinho para se refrescar do calorão! Para quem não sabe, o nosso geladinho paulista, ou sacolé carioca, tem esse nome por lá e pode ser encontrado nos sabores das frutas locais.

Continua após a publicidade

2. Marco Zero

Conforme dito anteriormente, Macapá é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador, o que significa que, de um lado está no Hemisfério Sul, e do outro no Norte. Por ser algo inédito no país, o fato atrai a curiosidade dos visitantes, que podem conferir essa divisão – e fazer a famosa foto com um pé em cada lado do planeta – no Marco Zero da cidade.

Ali foi construído um monumento sobre a linha imaginária do Equador. E o lugar conta com um obelisco de aproximadamente 30 metros de altura com uma abertura circular no centro. Durante a época do equinócio, fenômeno que acontece somente nos meses de março e setembro, o sol incide bem no círculo, criando um espetáculo único. Nos arredores do Marco Zero, há também outros pontos de interesse que chamam a atenção pela excentricidade. É o caso do estádio de futebol, o Zerão, onde cada equipe joga em um hemisfério.

Continua após a publicidade

3. BioParque

Para quem quer fazer um passeio por trilhas sem sair da cidade, a dica é visitar o BioParque. Com 107 hectares de área de floresta, o espaço reúne circuitos de mata nativa que abrigam uma rica diversidade de plantas e animais – são mais de 60 entre aves, onças, antas e tartarugas. E, além disso, oferece atividades como parede de escalada, trilha aérea, arvorismo, tirolesa, trilhas aquáticas, canoagem e passeio caboclo.

> 10 viagens internacionais para mulheres fazerem sozinhas

Continua após a publicidade

4. Fortaleza de São José

Considerada a maior fortaleza da América Latina, com 84 mil m² de área, essa é uma das principais edificações militares do Brasil – apesar de isso não refletir sua conservação nos dias de hoje. Sua construção, datada do século 18, demorou também 18 anos para ser finalizada. Situada na foz do rio Amazonas, a Fortaleza de São José do Macapá teve localização estratégica para a defensiva contra uma suposta invasão francesa – já que haviam tomado a Guiana.

O lugar é tombado pelo Iphan desde 1950 e se destaca por sua formação, que se assemelha a uma estrela, com cinco praças de guerra e muralhas de mais de oito metros. No passeio, é possível ver a estrutura de quatro baluartes, os canhões da época, os antigos armazéns, a capela, a casa de oficiais e do comandante, as casamatas, o paiol e o hospital, além dos elementos externos como revelim, redente, fosso seco e baterias baixas.

Continua após a publicidade

5. Museu Sacaca

Focado em divulgar a cultura ribeirinha, o espaço de 20 mil metros quadrados conta a história de Raimundo dos Santos Souza, posteriormente conhecido como mestre Sacaca, o primeiro a pesquisar e utilizar a planta de mesmo nome com fins medicinais. Também retrata, por meio de exposições permanentes, o cotidiano, o passado e o presente, de indígenas, ribeirinhos e castanheiros.

Criado em 1970 e transformado em museu em 1999, o lugar conta com exposições de: arqueologia, biotecnologia, botânica, Centro de Estudos Aquáticos, Centro de Ordenamento Territorial, fitoterapia em plantas medicinais, geologia e hidrometeorologia.

Continua após a publicidade

> 10 destinos perfeitos para assistir o pôr do sol

6. Casa do Artesão

Maior centro de artesanato amapaense, o espaço visa fomentar essa atividade em todo o estado e promover a geração de trabalho e renda para os artesãos locais. Ali estão expostos diversos tipos de artesanato regional, com obras em madeira, vime, argila, fibra vegetal, sementes, penas e outros elementos que são retirados da natureza sem impactar o meio ambiente.

Continua após a publicidade

7. APA do Curiaú

Localizada a 18 quilômetros do centro de Macapá, a APA do Rio Curiaú é um atrativo que permite ao turista compreender melhor o turismo de base comunitária, ou seja, uma oferta de experiências que estão no cotidiano dos moradores, mas que é algo novo para quem a visita pela primeira vez. A comunidade é acessada por estradas e por via fluvial e abriga paisagens marcantes e é muito procurada pelas águas e a flora do rio. O sistema de drenagem é interligado, com lagos temporários e permanentes, influenciados por regimes pluviais e de marés.

Na estiagem, as áreas inundadas se contraem. No período chuvoso, elas se ampliam e formam um belo cenário natural ideal para passeio de canoa, visualizar pássaros e uma vegetação aquática de rara beleza cênica, além de conhecer o estilo de vida da população tradicional, o movimento da extração de madeira, do açaí e de látex da seringueira.

Continua após a publicidade

Gastronomia

Há quem diga que a gastronomia do Norte do Brasil é a mais rica de todas. E, divergências à parte, há de se concordar que, em Macapá, come-se muito bem. Com forte influência da culinária paraense, que retrata bem o cotidiano dos nativos, incluindo os pescados nos rios da região e os frutos utilizados tanto no salgado quanto na sobremesa, a gastronomia da capital amapaense é rica em peixes, camarões de água doce e folhas exóticas – como o já famoso jambu, que deixa a boca dormente.

Entre os pratos mais tradicionais por lá, estão aqueles que levam o peixe filhote, muitas vezes recheado, pirarucu, que aparece principalmente em bolinhos de entrada, e camarão no bafo, considerado o prato local – e disponível em diversos restaurantes da cidade.

Continua após a publicidade

Tucupi e tacacá também têm vez por lá, assim como o açaí que já conquistou o Brasil inteiro, e lá pode ser encontrado desde acompanhamento de pratos salgados, como é consumido pelos moradores, até a nossa sobremesa conhecida, mas sem aquele gostinho de xarope das versões “estrangeiras”. Outro destaque é comer o abacaxi com limão na orla do rio Amazonas curtindo o fim de tarde. E, com o anoitecer, tomar uma gengibirra – bebida à base de gengibre, açúcar e cachaça – que já se tornou patrimônio cultural imaterial do estado!

> 6 destinos para fazer turismo rural no Brasil

Continua após a publicidade

Como chegar

Macapá não tem acesso terrestre vindo de outros estados, estando praticamente ilhada com entrada apenas por aéreo ou barco. Até novembro, os paulistas que desejassem ir à capital amapaense precisariam fazer escala em Belém, porém a Azul passou a oferecer voo direto entre Campinas e a cidade, em um roteiro de menos de quatro horas.

Texto originalmente publicado na revista Qual Viagem (Edição 96). 

Continua após a publicidade

*Por Elíria Buso

Leia também

Continua após a publicidade

5 parques nacionais do Brasil repletos de belezas naturais

5 dicas para fazer uma viagem de intercâmbio inesquecível

Continua após a publicidade

10 dicas para viajar com pouco dinheiro