Muitas pessoas acreditam que fechar os olhos é o mesmo que entrar em um vazio preto absoluto. No entanto, se você prestar atenção, perceberá que há uma névoa de luminosidade flutuando na escuridão. Os especialistas chamam essa tonalidade de eigengrau, que significa “cinza intrínseco” em alemão.
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Trata-se de uma cor gerada pelo próprio sistema visual humano, independente de luz externa. Assim, o cérebro produz essa sensação de brilho residual mesmo em quartos totalmente trancados e sem janelas.
Como a ciência descobriu o eigengrau
A identificação técnica do eigengrau surgiu através das pesquisas intensas de Gustav Fechner. Esse físico alemão dedicou sua carreira a entender como o sistema nervoso reage a estímulos fracos e intensos. Ele buscava entender o limiar da visão humana em condições de isolamento luminoso.
Utilizando o experimento nomeado como “Método dos Limites”, Fechner conseguiu documentar essas variações visuais. Ele constatou que a escuridão total é, na verdade, composta por nuances de cinza muito sutis. Dessa forma, a ciência validou que a percepção humana sempre manterá esse tom de cinza intrínseco ativo.
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Por que vemos cinza mesmo no escuro
Para entender como isso acontece, devemos olhar para os bastonetes, que são células altamente sensíveis. Elas possuem rodopsina, uma proteína encarregada de absorver as partículas de luz conhecidas como fótons. Em locais claros, essas células acumulam uma carga considerável de energia luminosa.
Quando entramos no escuro, essa carga de rodopsina não é interrompida de maneira instantânea. Como resultado, as células continuam enviando impulsos elétricos para o cérebro por algum tempo. Esses sinais são traduzidos como luz pelo sistema nervoso, o que nos faz ver o eterno eigengrau no lugar do preto.
O que o fenômeno revela sobre nossa visão
O eigengrau prova que o sistema visual nunca “desliga” completamente. Mesmo em quartos sem janelas, o cérebro mantém uma sensação de luminosidade. É um lembrete de que a percepção humana é ativa, não passiva.
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