Entre os deslizes mais comuns no ambiente digital e em documentos está a grafia da palavra “atrás”. Embora a pronúncia sugira o uso da consoante “Z” para muitos falantes, as normas ortográficas vigentes exigem o uso do “S”.

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A raiz do problema costuma ser a semelhança fonética. Na fala, o som final de “atrás” é idêntico ao de termos como “traz”, derivado do verbo trazer.

Entenda a diferença e evite o erro

Para não errar mais, a regra é clara e depende da função de cada palavra na frase:

  • Atrás (com S e acento): É um advérbio de lugar ou tempo. Indica posição posterior ou algo que já passou.
    • Exemplo: O carro estava estacionado atrás do prédio | Eles chegaram dias atrás.

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  • Traz (com Z): É uma forma conjugada do verbo trazer (terceira pessoa do singular do presente do indicativo). Indica a ação de transportar ou conduzir algo.
    • Exemplo: Ela sempre traz boas notícias para a equipe.
  • Trás (com S e acento): Geralmente aparece associado a uma preposição, formando locuções como “para trás” ou “por trás”.
    • Exemplo: Não olhe para trás.
  • Uma estratégia para evitar o equívoco em e-mails formais, redações de vestibulares ou no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é associar “atrás” a palavras da mesma família, como “traseira” ou “atrasado”, que mantêm o “S” em sua estrutura.

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