Apesar de errada a afirmação de que nós evoluímos dos primatas, nossos “primos evolutivos” ainda compartilham muitas características conosco. Por exemplo, você sabia que eles têm capacidade avançada de imaginação?
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É isso que aponta um estudo promissor do campo da primatologia, o estudo dos nossos “parentes” símios. Com base em experimentos, eles constataram ainda mais ligações entre a raça humana e os primatas do que nós imaginávamos.
Experimento a partir da observação
A responsável por liderar essa pesquisa inovadora é a primatóloga, conservacionista e ativista dos animais Jane Goodall.
A pesquisa foi feita com base na observação de um grupo de chimpanzés no Parque de Gombe, na Tanzânia. Neste ambiente, foi testemunhado o uso complexo de diversas ferramentas pelos símios.
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Os usos eram criativos e adaptados para as mais diversas funções, tanto práticas, como o uso de gravetos para extração de cupins e pesca ou uso de pedras como armas de caça e quebra-nozes.
Até funções mais abstratas, como o uso de cordas e fibras como cabo de guerra. O que revela não apenas capacidade de diversão complexa, como a aplicação criativa de ferramentas em um contexto de brincadeira.
Capacidade emocional
Goodall também observou a capacidade dos macacos de sentir e expressar emoções. Isso foi constatado ao presenciar o caso de um jovem chimpanzé que, após sua mãe morrer, desenvolveu um quadro de depressão e faleceu em seguida.
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Outro exemplo disso foi quando ela reparou que estes animais, quando estavam enjaulados, tinham olhares, feições e gestos cabisbaixos, o que a levou a acreditar que, quando cativos, os macacos se tornam uma versão inferiorizada deles mesmos.
Capacidade imaginativa
Outro estudo, conduzido por especialistas da Universidade Johns Hopkins também contribuiu para o tema ao expor os macacos a simulações de encontros sociais humanos, com bebidas e alimentos imaginários.
A cobaia foi Kanzi, um bonobo adulto que foi exposto a três encontros deste tipo. No primeiro, um dos responsáveis pelo estudo usou uma jarra para encher dois copos com suco imaginário e, em seguida, esvaziou um deles.
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O teste foi indagar ao bonobo de qual copo ainda estava cheio, e ele apontou corretamente. No segundo encontro, também foram usados dois copos, mas desta vez, um estava com suco de verdade e o outro com suco imaginário.
Novamente, o macaco foi servido e indagado sobre sua preferência entre os copos, e o animal apresentou capacidade de diferenciar o real do imaginário. O terceiro encontro obteve resultados semelhantes.
Estudos futuros buscam compreender se essa habilidade dos macacos é mais comum do que se imaginava anteriormente. Com as próximas pesquisas, os cientistas poderão explorar outras faces da imaginação dos primatas.
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