A 16° edição da AgroBrasília realizada entre os dias 19 e 23 de Maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (PAD-DF), reflete um movimento irreversível no agronegócio brasileiro: a busca por resultados expressivos com a menor pegada ambiental possível. Sob o tema “Agro do Resultado”, o evento reúne soluções digitais e sistemas inteligentes que visam otimizar a eficiência produtiva.

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Caramelo tecnológico

O grande destaque da feira, unindo inteligência artificial e robótica, é o robô quadrúpede autônomo apelidado carinhosamente de “Caramelo“. Desenvolvido pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), da Universidade Federal de Goiás (UFG), o e equipamento é capaz de monitorar lavouras e identificar a presença de pragas de forma independente.

O robô utiliza visão computacional avançada para detectar sinais precoces de doenças, infestações ou falhas no desenvolvimento das plantas. “O robô consegue averiguar sozinho possíveis problemas e diminuir muito o trabalho repetitivo do agricultor”, explica Gustavo Henrique Alves, um dos representantes do projeto. O objetivo é automatizar tarefas e fornecer dados em tempo real, permitindo que o produtor atue apenas nas áreas afetadas, evitando o uso generalizado de defensivos. O equipamento educacional é disponibilizado por R$ 50 mil.

Precisão que reduz custos e contaminação

Além da robótica, outra solução de destaque é o pulverizador Imperador X-ray, da Stara. Equipado com câmeras e inteligência embarcada, o sistema aplica herbicidas apenas onde há plantas daninhas.

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“Se uma área com 100 hectares tiver apenas 30% de infestação, o produtor aplica herbicida somente nesses 30 hectares”, explica Leonardo Sanderm, representante da empresa. Com um custo médio de R$ 3,2 milhões, a tecnologia reduz custos operacionais, minimiza a contaminação do solo e da água, e garante uma produção alinhada às exigências de sustentabilidade do mercado internacional.

Sustentabilidade além da porteira

Consolidada como um dos principais eventos para o produtor rural do Planalto Central, a AgroBrasília 2026 reforça que inovação e preservação caminham juntas.

Mais do que produtividade, o foco das empresas expositoras está em tecnologias capazes de reduzir o desperdício, transformando desafios em resultados reais para um agro moderno, preciso e ecologicamente consciente.

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Colheita saudável

A tecnologia de precisão também chegou à colheita do feijão. A fabricante paulista Miac apresentou a plataforma de corte Winflex, que possibilita a chamada colheita indireta. Diferente dos métodos convencionais que exigem o uso de dessecantes químicos para acelerar a secagem das plantas, a plataforma corta o feijão ainda verde, permitindo que ele seque naturalmente no próprio campo por alguns dias antes da recolha final.

A solução, comercializada por um valor médio de R$ 400 mil, traz benefícios diretos à saúde do consumidor final. “Quando falamos de feijão, que é um produto de consumo humano direto, reduzir produtos químicos na lavoura significa entregar um alimento mais sustentável e mais saudável”, destaca Luiz Henrique Dell Piagge, representante da Miac. Além da vantagem ambiental, o sistema reduz o desperdício: como as vagens são cortadas com maior umidade, há menos risco de abertura precoce, evitando que os grãos caiam no solo e sejam perdidos durante o processo.

AgroBrasília: hub de inovação

Em 16 longos anos , a AgroBrasília consolidou-se como o principal ponto de encontro do produtor rural do Planalto Central. Realizada anualmente pela COOPA-DF no Parque Tecnológica Ivaldo Cenci, a feira vai além da simples exposição de máquinas; ela atua como um ecossistema que conecta produtores e oportunidades, conhecimento técnico e as mais recentes inovações do mercado.

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Com o tema “Agro de Resultado”, a edição de 2026 reafirma que a tecnologia estratégica é o caminho para ganhos reais em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Durante os cinco dias de programação, o público tem acesso a lançamentos, demonstrações práticas e um ciclo de palestras técnicas que abordam desde a gestão rural e reforma tributária até sucessão familiar, planejamento financeiro e adaptação aos riscos climáticos.

Jean Lindemute