A Coxilha Rica, em Lages, é um dos destinos essenciais para quem aprecia história, cheiro de campo e calmaria. A região é um patrimônio histórico e cultural da Serra catarinense com mais de 1,1 mil quilômetros quadrados de riqueza histórica.

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Na região é possível observar os corredores de tropas preservados por mais de 200 anos. São muros de pedras, conhecidos como taipas, construídos para conter o gado que passava pela região no trajeto do Rio Grande do Sul para São Paulo. São quilômetros de muros centenários que cortam a paisagem verde.

Por lá, é possível se hospedar, passear a cavalo pelas estradas centenárias, e ficar próximo da natureza e da calmaria.

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Os longos muros feitos de pedra foram construídos por escravizados, indígenas e peões para impedir a dispersão do gado, conduzido de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo. Nas imagens aéreas, é possível ver as belezas naturais, os rios que cortam a região e as taipas de pedra construídas há séculos e que guardam uma parte importante da história.

A vegetação típica se estende por 100 quilômetros de área rural, onde ainda é possível percorrer trechos da antiga estrada tropeira.

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A região é um verdadeiro museu a céu aberto, onde a tradição segue viva. Quem visita a Coxilha Rica pode explorar a cultura local, se hospedar em hotéis-fazenda, cavalgar por trilhas históricas e conhecer produtos coloniais que preservam os sabores da Serra catarinense.

A experiência de hospedagem em fazendas centenárias

O grande diferencial da cidade não está em hotéis convencionais, mas sim na experiência de hospedagem em fazendas centenárias. Muitas propriedades históricas abriram suas porteiras para o turismo rural, permitindo que o visitante durma em casarões de pedra e madeira construídos nos séculos XVIII e XIX.

Ao escolher sua hospedagem, considere os seguintes perfis:

  • Fazendas históricas: Focadas na preservação da arquitetura colonial e na narrativa histórica das famílias fundadoras. Oferecem quartos rústicos, porém confortáveis, e convívio direto com os proprietários.
  • Turismo de experiência: Locais que funcionam como hotéis-fazenda operacionais, onde o hóspede pode acompanhar a lida do campo, a ordenha e o manejo do gado.
  • Gastronomia inclusa: A maioria das diárias inclui pensão completa (café, almoço e jantar), visto que não há restaurantes comerciais isolados na rota. A comida é tipicamente caseira, feita em fogão a lenha.

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Principais atrações

A paisagem de campos abertos convida para a principal atividade da região: as cavalgadas na coxilha rica em lages. Existem opções para todos os níveis de habilidade, desde iniciantes até cavaleiros experientes.

Roteiros a cavalo e caminhadas

  • Cavalgadas de curta duração: Passeios de duas a quatro horas pelos arredores das fazendas, ideais para famílias;
  • Expedições de vários dias: Roteiros que cruzam diferentes propriedades, refazendo os caminhos das tropas de mulas que levavam charque e couro do Rio Grande do Sul para São Paulo;
  • Caminhadas guiadas: Para quem não monta, o trekking pelos campos oferece vistas panorâmicas e observação de pássaros (birdwatching).

O Caminho das Tropas e as Taipas

Um marco visual da Coxilha Rica são as taipas (muros de pedra construídos por escravizados e tropeiros para delimitar o gado). São quilômetros de muros centenários que cortam a paisagem verde.

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  • Corredor das Tropas: Trechos preservados da antiga estrada real:
  • Rios e Banhos: No verão, os rios Lajeado e Pelotas oferecem pontos para banho e pesca esportiva (truta). Mas, atenção: fique atento a qualquer mudança no nível da água ou no clima, e saia do rio a qualquer mudança para evitar acidentes.

O que você precisa saber para visitar a Coxilha Rica

Antes de planejar sua ida aos campos de Lages, é fundamental entender a logística da região, que preserva características rústicas.

  • Como chegar: O acesso principal se dá pela cidade de Lages. A partir do centro, percorre-se cerca de 30 a 40 km até o início da área rural da Coxilha. O acesso pode ser feito via BR-282 ou BR-116.
  • Condições das estradas: A maior parte das vias internas é de estrada de chão (saibro). Embora muitos trechos estejam em boas condições, recomenda-se veículos mais altos ou 4×4, especialmente em dias de chuva.
  • Melhor época: O turismo ocorre o ano todo. O inverno (junho a agosto) atrai quem busca o frio intenso e a gastronomia do pinhão. A primavera e o verão oferecem campos mais verdes e dias longos, ideais para as atividades ao ar livre.

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Conheça mais sobre a Coxilha Rica