Pesquisadores brasileiros acabam de anunciar uma descoberta fascinante vinda da Bacia do Araripe, com a identificação do Bakiribu waridza, o primeiro pterossauro filtrador encontrado em uma região tropical do mundo.
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Este animal viveu há 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo, no Nordeste do Brasil. O nome curioso significa “boca de pente”, na língua kariri, refletindo sua anatomia única voltada à sobrevivência.
Entenda o estilo de vida do réptil
Diferente de outros predadores, este pterossauro não buscava grandes presas pelo céu. Ele utilizava seus dentes finos e muito próximos para filtrar pequenos organismos em ambientes aquáticos calmos e rasos.
Estimativas indicam que ele possuía entre 110 e 142 dentes em cada lado da mandíbula. Assim, conseguia capturar crustáceos minúsculos e camarões com extrema facilidade e precisão durante sua alimentação diária.
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O segredo guardado no museu
Os fósseis estavam guardados em um museu havia décadas, sem uma identificação científica precisa. Tudo mudou quando o estudante de Biologia William Bruno de Souza Almeida notou que um dos exemplares, originalmente identificado como peixe, era diferente dos demais e procurou sua orientadora, Aline Ghilardi. Eles analisaram um material conhecido tecnicamente como regurgitálito entre os pesquisadores locais.
Basicamente, o estudo focou em um vômito fossilizado deixado por um predador maior no passado. Dentro dele, foram encontrados restos de dois exemplares do Bakiribu e de quatro peixes antigos que haviam sido devorados.
Importância para a ciência brasileira
A presença deste animal nos trópicos era desconhecida, pois espécies similares só apareciam em climas frios. Portanto, o achado ajuda a preencher lacunas importantes na árvore evolutiva desses répteis voadores pré-históricos.
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Além disso, a descoberta revela detalhes sobre a cadeia alimentar da Bacia do Araripe. Certamente, o estudo publicado reforça o Brasil como um centro essencial para a paleontologia mundial e regional.
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