A advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata” nas redes sociais, está foragida desde abril de 2026. Ela havia sido alvo de uma operação deflagrada há quase um mês, em Florianópolis, por ser uma das lideranças de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas que atuava na região da Tapera, conforme informação confirmada pelo NSC Total.

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Nas redes sociais, Gabriela mostrava a rotina como advogada de suspeitos por crimes como tráfico de drogas. Nesta semana, ela voltou aos holofotes após um advogado viralizar depois que pediu a condenação do próprio cliente durante uma audiência de instrução, um antigo cliente de Gabriela. A mulher precisou abandonar o caso, o qual conduzia há dois meses, depois que o mandado de prisão foi expedido contra ela, como consta no site do Conselho Nacional de Justiça.

A informação de que Gabriela era a advogada do homem, detido no bairro Sambaqui em fevereiro com 30 petecas de cocaína e uma pistola com várias munições, está disponível no sistema do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O mandado de prisão temporária contra Gabriela foi expedido no dia 13 de abril pelo crime de tráfico de drogas para quem vende, produz, transporta ou fornece drogas, com pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1,5 mil dias-multa. O processo contra ela, no entanto, está em sigilo.

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Operação mapeou pontos de venda de drogas e intermediadores

A advogada foi alvo da operação “Quebra de Comando”, deflagrada no dia 12 de maio pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis. A operação foi resultado de aproximadamente 1 ano de investigação, com diligências, monitoramentos e apurações sobre a dinâmica criminosa local.

Com as investigações, foram mapeados pontos de venda de entorpecentes, e identificados operadores do tráfico, intermediadores e responsáveis pela logística criminosa instalada na comunidade da Tapera.

Ao todo, 15 pessoas foram presas na ocasião, com 30 mandados de busca e apreensão. Na casa da advogada, nada de ilícito foi encontrado, apenas dispositivos eletrônicos. Ela, no entanto, não estava no local.

Advogada relatava rotina com clientes nas redes sociais

A advogada tinha milhares de seguidores em uma rede sociais, compartilhando vídeos sobre processos criminais utilizando gírias para falar sobre os casos. Em um dos registros, ela falava sobre uma cliente que tinha sido presa após tentar levar drogas de Florianópolis para Paris.

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“A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei lá na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França. Vocês acham que a guria ia levar pouca droga? , se vocês vissem o tamanho do pé dela, ela tava com aqueles tênis, sabe? Branco, pagodeiro, tá ligado?”

Com os vídeos, gravados muitas vezes dentro do próprio carro, Gabriela ganhou popularidade, principalmente pela linguagem coloquial usada. O perfil dela, no entanto, foi excluído depois que a operação veio a tona.