Usar alguma plataforma de inteligência artificial significava fazer uma pergunta e esperar uma resposta. Em abril de 2026, esse modelo acabou. As empresas por trás dos chatbots mais populares do mercado lançaram, no mesmo dia, plataformas de agentes de IA.

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OpenAI, Google e Microsoft lançaram plataformas de agentes empresariais que transformam assistentes como ChatGPT, o Gemini, o Claude e o Copilot em sistemas capazes de operar tarefas complexas. Muitas vezes, com interação direta entre si.

O que é e o que faz um agente de IA

Agentes de IA são softwares capazes de agir com autonomia, algo que não está completamente dentro das capacidades dos assistentes convencionais. Sua estrutura permite ir além da solicitação inicial e focar na tarefa.

Enquanto as IAs tendem a responder questões individualmente, os agentes de IA executam tarefas. Após receber um objetivo, são capazes de dividir a tarefa em etapas, usar ferramentas, navegar na web, ler documentos, acessar sistemas, e delegar funções para outras IAs integradas.

Embora boa parte das IAs que utilizamos avançam para cumprir tarefas cada vez mais complexas, para o usuário, a principal vantagem é que um agente de IA não precisa de diversos comandos. A partir de uma simples ordem, a IA é capaz de executar tarefas com maior complexidade.

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Como cada plataforma faz isso hoje

O ChatGPT Workspace Agents coordena tarefas entre equipes, dividindo e automatizando etapas, tarefas e até produções inteiras, usando o modelo Codex na nuvem. Já o Claude, da Anthropic, oferece um kit de agentes que permite conectar múltiplos modelos de IA em fluxos de trabalho.

Outras empresas investiram em integração direta entre apps e inteligências artificiais. A partir de alguns comandos, o Copilot, da Microsoft, consegue editar no Word, Excel, PowerPoint e Teams. O Gemini Enterprise tem uma solução parecida: ele conecta agentes ao Google Cloud e ao Salesforce, permitindo esse mesmo grau de alteração a partir de alguns comandos.

O que pode dar errado

Por mais úteis que sejam, é importante tomar cuidado: quando mal programados, agentes podem entrar em loops de execução contínua, repetindo várias vezes a mesma tarefa sem entregar resultado. Além de comprometer o sistema, isso acaba também consumindo créditos.

Há um risco ainda pior: o de injeção indireta de prompt. Isso ocorre quando um agente lê um conteúdo externo manipulado com intenções maliciosas, e executa ações prejudiciais sem que nenhum humano tenha autorizado.

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