A Terra superou o limite de segurança para a vida humana, segundo a avaliação mais recente de cientistas. O relatório, do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK), que examinou nove elementos cruciais para a existência da vida, descobriu que a maioria já está fora da faixa segura na qual a civilização moderna floresceu.
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A pesquisa concluiu que sete dos nove “limites planetários” foram rompidos pela ação humana. Esses limites, que incluem o clima, a água e a biodiversidade, são essenciais para a existência da vida na Terra e servem como guardiões da saúde do nosso planeta.
Os resultados são alarmantes e apontam para um risco de que os sistemas de suporte à vida do planeta entrem em colapso. O perigo iminente de extermínio da espécie humana é real e precisa de atenção imediata.
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O que são os limites planetários?
Os limites planetários são os componentes essenciais para a existência da vida, como o clima, a água e a diversidade da vida selvagem. Esses elementos foram estabelecidos em 2009 e atualizados em 2015. A avaliação mais recente, a primeira em anos, mostrou que sete dos nove já foram ultrapassados, e apenas dois estão no extremo: poluição do ar e acidificação dos oceanos.
O único limite que não está ameaçado, por outro lado, é o ozônio atmosférico. O estudo mostra que estamos em uma situação crítica e que precisamos reverter esse quadro o mais rápido possível.
O maior risco está nos limites biológicos
O estudo revela que o maior risco está nos quatro limites biológicos, que estão em um nível perigosamente alto. O mundo vivo é vital para o planeta, pois participa de muitas mudanças físicas, como a absorção de dióxido de carbono pelas árvores. A destruição da biosfera começou no século 19, e o ritmo de deterioração é crescente.
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O mesmo estudo concluiu que muitos limites já foram ultrapassados faz tempo, como a integridade da biosfera, que inclui o funcionamento dos ecossistemas. A sua destruição se deu a partir do século 19.
A ação humana é o principal catalisador
Cientistas alertam que os limites planetários não são dados irreversíveis, mas indicam o início de uma deterioração maior que afeta a existência de vida no planeta. Eles ressaltam que o setor da agricultura é responsável por despejar grandes quantidades de nitrogênio e fósforo na água, causando a eutrofização dos corpos d’água com o aumento de algas.
“A ciência e o mundo em geral estão realmente preocupados com todos os eventos climáticos extremos que atingem sociedades em todo o planeta”, disse o professor Johan Rockström, em entrevista ao The Guardian: “Mas o que nos preocupa ainda mais são os crescentes sinais de declínio da resiliência planetária”.
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