A Amazon anunciou nesta quarta-feira (20), em São Paulo, o Amazon Hoods, uma plataforma que vai unir quatro serviços que vão integrar pequenos comércios locais à rede logística da empresa, para facilitar e agilizar as entregas de compras. A informação foi confirmada durante o Amazon Conecta 2026, em São Paulo, por Márcio Neves, diretor de operações da Amazon no Brasil.

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O projeto permite que pequenos varejistas locais atuem como pontos de coleta para vendedores (seller drop-off), centros de entrega final, locais de retirada para clientes e pontos de devolução de mercadorias.

O foco da iniciativa são negócios geridos pelos próprios donos, como padarias, farmácias e postos de combustível, visando aumentar a capilaridade da rede e oferecer conveniência em áreas onde a entrega domiciliar é complexa ou onde o cliente prefere a flexibilidade de horários, incluindo operações 24/7.

“É uma oportunidade para pequenos empresários que querem aumentar futuramento, que já tem seus custos fluxos do dia a dia e se não tem volume, a Amazon vai e incrementa. Está sendo delicioso a motivação que eles estão nos dando com recebimento e expansão desta ideia”, afirma Márcio.

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O projeto entrou em operação em abril de 2026 com o primeiro serviço, o de seller drop-off, já em funcionamento. O cronograma de implementação estipula que a segunda perna dessa tecnologia — o modelo de envio de mercadorias feito diretamente por lojistas locais — entrará em vigor em setembro. O pacote completo deverá estar 100% operacional até o primeiro trimestre de 2027.

O varejo de bairro vai ajudar na logística da Amazon

Na prática, a Amazon passará a fechar acordos customizados com pequenos negócios tradicionais de bairros. A proposta é permitir que esses comerciantes auxiliem na logística de entrega de diferentes formas, incluindo a realização de entregas de pacotes em um raio de até dois quilômetros. 

O lojista que possui momentos de menor movimento — por exemplo, entre o meio-dia e as duas da tarde — pode aceitar uma janela de pacotes da Amazon e realizar as entregas a pé ou de bicicleta, retornando rapidamente ao seu balcão.

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Um dos principais diagnósticos da gigante de tecnologia ao estudar o comportamento do consumidor brasileiro foi o “vazio” logístico dos sábados e domingos. O cliente realiza as compras no fim de semana, mas as malhas convencionais frequentemente interrompem os fluxos de distribuição nesses dias. 

Segundo Márcio Neves, a solução foi desenhada dar agilidade e capilaridade, enquanto o pequeno comerciante ganha uma nova fonte de receita aproveitando a própria estrutura já existente. “Os lojistas podem fechar seu ponto em momentos de frequência menor e fazer a entrega por algumas horas para nós. Vimos que há uma demanda de lojistas nesse sentido”, destacou Neves.

Até o início do segundo semestre de 2026, o plano da companhia é contar com quase 4 mil lojas ativas operando essas frentes pelo país. 

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Para sustentar essa rede capilarizada, a companhia projetou uma infraestrutura de suporte híbrido, com o auxílio de inteligência artificial. A IA será empregada para calcular as rotas ideais, o raio de cobertura e a frequência de atendimento de consultores de campo, que farão visitas recorrentes aos pontos físicos para monitorar o faturamento, os prazos de chegada dos caminhões e a satisfação do lojista parceiro.