Aos 24 anos, a estrela internacional Billie Eilish compartilhou detalhes sobre sua convivência com a Síndrome de Tourette. O transtorno neurobiológico é caracterizado por comportamentos repetitivos e movimentos ou ruídos indesejados (tiques) que são difíceis de controlar.
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Em entrevista ao podcast Good Hang, a cantora revelou que, embora se sinta confortável com a condição, a falta de compreensão do público ainda é sua maior frustração.
A artista destacou que o principal erro das pessoas é presumir que os tiques a incomodam ou que ela “não está bem” durante uma crise. Para ela, os tiques são como “pensamentos intrusivos que precisam ser verbalizados“.
A falta de sinais óbvios faz com que muitos duvidem do diagnóstico de Billie Eilish. Segundo a cantora, seus tiques não são facilmente reconhecíveis para quem não convive com a Síndrome de Tourette, o que gera um ceticismo frustrante por parte do público.
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Diferente do estereótipo comum de movimentos bruscos ou gritos, a artista revela que possui tiques motores constantes, mas em articulações específicas, como nos joelhos, cotovelos e mãos, mas eles geralmente passam despercebidos.
Billie Eilish revelou que gasta uma quantidade massiva de energia para inibir seus tiques durante aparições públicas. Para a cantora, o esforço para parecer “neutra” diante do público é uma batalha constante que muitos não percebem.
“Estou fazendo tudo o que posso para suprimir cada tique visível. É assim que nós, pessoas com Síndrome de Tourette, passamos nossos dias”, desabafou a artista.
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Ela ainda ressaltou que muitas pessoas com Tourette sequer possuem o “privilégio” de conseguir reprimir os movimentos, e que o julgamento alheio por falta de informação é o que torna a rotina exaustiva.
“Quando estou em uma entrevista, faço tudo ao meu alcance para suprimir todos os meus tiques, constantemente. E assim que saio da sala, tenho que deixá-los todos sair”, contou.
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*Sob supervisão de Pablo Brito
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