nsc
    dc

    Pandemia

    Após 1 mês e 4 mil mortos, Milão reconhece erro de campanha contra isolamento 

    Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento

    27/03/2020 - 10h22 - Atualizada em: 29/03/2020 - 09h12

    Compartilhe

    Por Folhapress
    Um comboio de caminhões do Exército italiano vindo de Bérgamo, chega no cemitério de Cinisello Balsamo com os corpos das vítimas do coronavírus (COVID-19), nesta sexta-feira 27
    (Foto: )

    Um mês depois de lançar a campanha "Milano Non Si Ferma" (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, autoridades italianas admitem agora que a estratégia foi um erro.

    A campanha surgiu em plena pandemia da Covid-19 e viralizou nas redes sociais da Itália principalmente na região de Milão, onde teve, inclusive, o apoio do prefeito local, Giuseppe 'Beppe' Sala.

    > Em site especial, saiba tudo sobre o coronavírus

    Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os "milagres" feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus "resultados econômicos importantes".

    "Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para", dizia o vídeo.

    Agora, o próprio prefeito milanês, Beppe Sala, admite: "Foi um erro. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus", disse aos jornalistas nesta quinta (26).

    A Itália tem mais de 80 mil casos testados positivos para o vírus e mais de 7.000 mortes. Quando a campanha foi lançada, o país contabilizava 12 mortos.

    Milão é a província mais atingida, com mais de 32,3 mil casos e 4.474 mortes, segundo balanço desta quinta.

    Veja fotos da pandemia de Coronavírus na Itália

    Caixões com com os corpos das vítimas do coronavírus (COVID-19), aguardam no cemitério de Cinisello Balsamo , nesta sexta-feira 27.
    Caixões com com os corpos das vítimas do coronavírus (COVID-19), aguardam no cemitério de Cinisello Balsamo , nesta sexta-feira 27.
    (Foto: )
    Um comboio de caminhões do Exército italiano vindo de Bérgamo, chega no cemitério de Cinisello Balsamo com os corpos das vítimas do coronavírus (COVID-19), nesta sexta-feira 27.
    Um comboio de caminhões do Exército italiano vindo de Bérgamo, chega no cemitério de Cinisello Balsamo com os corpos das vítimas do coronavírus (COVID-19), nesta sexta-feira 27.
    (Foto: )
    Visão geral da estação de metrô, que está vazia devido a pandemia do coronavírus (Covid-19), em Milão, na Itália.
    Visão geral da estação de metrô, que está vazia devido a pandemia do coronavírus (Covid-19), em Milão, na Itália.
    (Foto: )
    Funcionário mede a temperatura corporal de passageira na entrada da estação de metrô, devido a pandemia do coronavírus (Covid-19), em Milão, na Itália.
    Funcionário mede a temperatura corporal de passageira na entrada da estação de metrô, devido a pandemia do coronavírus (Covid-19), em Milão, na Itália.
    (Foto: )

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Cotidiano

    Colunistas