Após 20 anos de espera, produtores de SC podem exportar maçã por portos catarinense

Maçãs já podem ser certificadas em São Joaquim e Fraiburgo e prosseguir para transporte até o importador por meio dos portos catarinenses

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Estado tem boas perspectivas para a safra e novidade na parte logística (Foto: Ricardo Trida SECOM)

A exportação da maçã deve ficar mais fácil para os produtores catarinenses. Agora, após 20 anos de espera, as maçãs podem ser certificadas em São Joaquim e Fraiburgo e prosseguir para transporte até o importador por meio dos portos catarinenses.

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Segundo informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), as frutas devem ser certificadas por auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) antes de serem transportadas.

Com isso, os produtores do Estado podem escolher embarcar a carga pelo Porto de Imbituba, o mais próximo da Serra catarinense. Além dos ganhos pelo corte de custos, a redução do tempo de espera em terminal portuário representa mais dias de vida útil para a carga, que é perecível, sendo mais uma vantagem competitiva para a produção de Santa Catarina.

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De acordo com a Cidasc, antes as empresas precisavam levar a carga de maçãs até Vacaria, no Rio Grande do Sul, para passar por essa avaliação. Outra alternativa era levar a carga até o porto de Itajaí e aguardar a certificação fitossanitária. As duas opções geravam mais custo aos produtores, seja com o transporte ou com as diárias para manter o container armazenado.

— Faz 20 anos que os produtores pediam isso. Não tinha sentido Santa Catarina ser o maior produtor de maçã do Brasil e mandar a carga pro estado vizinho. Isso atrasava a exportação, era mais uma burocracia pra vencer—  destacou o governador Jorginho Mello.

Em São Joaquim, um dos principais polos do cultivo, cerca de 530 toneladas locais da fruta já foram certificadas nesta safra. Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, essa mudança na certificação representa um avanço importante para a competitividade do setor.

— Com essa descentralização no processo de certificação da maçã, reduzimos custos logísticos, ganhamos eficiência e ampliamos a qualidade do produto que chega ao mercado internacional. É uma conquista construída em parceria, que fortalece toda a cadeia produtiva e impulsiona ainda mais a economia de Santa Catarina— afirmou.

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Perspectivas para a safra

Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção nacional de maçãs, de mais de um milhão de toneladas por ano, de acordo com a Cidasc. Nesta safra, a estimativa é colher mais de 265 mil toneladas de maçã gala e mais de 234 mil toneladas da variedade fuji. Além do aumento no volume, a qualidade das frutas também é superior à registrada na safra anterior.

A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) calcula que o consumo doméstico da fruta in natura é em torno de 750 mil toneladas por ano. A exportação é importante para os produtores e a Associação estima que as vendas ao exterior poderiam ser ainda maiores em 2026, se não fosse o conflito em curso no Oriente Médio, que pode impactar alguns negócios.

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Safra deve crescer 28% neste ano

A safra de maçã 2025-2026, que começou a ser colhida em Santa Catarina, deverá ter produção 27,9% maior que a anterior. A estimativa é do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) que faz o acompanhamento da produção no estado.

As projeções são de que a colheita poderá alcançar até 615 mil toneladas, o que amplia a oferta nacional. As duas últimas safras de maçã tiveram queda de produção e função de problemas climáticos como excessos de chuvas e de calor.

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As regiões catarinenses que mais produzem maçãs são os Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos. Os Campos de Lages lideram a produção com os municípios de São Joaquim (58,58%), Bom Jardim da Serra (10,07%), Urubici (4,83%) e Urupema (4,30%).

A região de Joaçaba responde por 11,2% da produção, a de Curitibanos, 5,6%. Elas sediam os municípios de Fraiburgo (10,87%), Monte Carlo (3,78%) e Painel (2,90%).