Depois de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, pediu à esposa, delegada Ana Paula Lamêgo Balbino, que entregasse uma pistola 9 milímetros à polícia, e não a arma usada no crime, uma pistola calibre 380. Ele foi preso em uma academia de luxo, logo após o assassinato, em Belo Horizonte. As informações são do g1.
Continua depois da publicidade
De acordo com a Polícia Civil, Renê enviou um áudio para Ana Paula ainda no estacionamento da academia, dizendo que havia sido abordado por policiais no local. Por mensagem, o empresário ainda disse à esposa que “estava no lugar errado na hora errada” e que não havia feito nada.
Ana Paula, no entanto, não respondeu às mensagens. Dias depois, Renê confessou o crime. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Se Renê for condenado, ele pode pegar até 35 anos de prisão.
Já Ana Paula pode ter a pena aumentada em até 50%, por ser servidora pública. A Justiça ainda decidirá sobre o caso. Ela está afastada do cargo por motivos de saúde.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 11 de agosto, quando o gari estava trabalhando na coleta de lixo na esquina das ruas Jequitibá e Modestina de Souza. Em determinado momento, Renê passou com um veículo elétrico pela rua e exigiu que o caminhão de lixo fosse retirado da via, alegando que não conseguia passar com o carro.
Continua depois da publicidade
A mulher que dirigia o caminhão de lixo quando Renê fez as exigências disse que era possível passar com o carro, já que havia espaço suficiente. Ele, no entanto, teria se irritado com a fala e ameaçou atirar nela. Foi nesse momento que os garis tentaram intervir e o empresário atirou.
Laudemir morreu ainda na viatura da Polícia Militar a caminho do hospital.
Veja fotos
Leia também
Empresário que matou gari escreve carta na prisão: “Acidente”
Juíza cobra resposta urgente de empresário que matou gari: “Tumulto processual”






