A inédita participação do árbitro Omar Abdulkadir Artan na Copa do Mundo de 2026 transformou-se em um impasse diplomático complexo. Ao desembarcar em solo norte-americano, o profissional somali de 34 anos teve a entrada recusada pelas autoridades locais e precisou sair do país.

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Selecionado pela Fifa como o primeiro árbitro da Somália na história dos Mundiais, Artan havia buscado amparo na embaixada do país em Nairóbi, após ter o visto convencional negado. Ele viajou portando um passaporte diplomático, acreditando que o documento asseguraria a entrada nesta segunda-feira (8).

O veto governamental na fronteira foi revelado inicialmente pelo jornalista investigativo Romain Molina, do The Athletic. A entidade máxima do futebol mundial ainda avalia se há margem para recurso ou se precisará acionar um substituto de emergência para o quadro de arbitragem.

Artan consolidou-se como um dos principais nomes do apito no continente africano, tendo recebido o prêmio de Árbitro do Ano da CAF na última temporada. O ápice da carreira recente no continente havia sido a condução do jogo de volta da final da Liga dos Campeões da África.

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*Sob supervisão de Marcos Jordão