Ser repórter de campo em uma transmissão de TV me faz ficar em uma posição privilegiada no campo: ao lado de um dos treinadores. Na estreia do Campeonato Catarinense, por cobrir o Figueirense, fiquei próximo de João Burse. E aqui vão algumas impressões do primeiro jogo oficial do comandante do Furacão do Estreito.

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Burse começou a partida bem calmo. Mas logo ficou agitado. Principalmente pelo domínio do Criciúma. As primeiras reclamações vieram com quem estava mais próximo do treinador: Cedric e Guilherme Pato (que corriam pelo lado direito de ataque Alvinegro).

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Reação de João Burse após a expulsão de volante do Figueirense

O técnico do Figueirense queria que os dois encurtassem o espaço da marcação em todos os momentos. Além disso, não queria que Marcelo Hermes recebesse a bola com espaço para pensar. Foram poucas as vezes que Pato ou Cedric conseguiram fazer isso. Geralmente demoravam alguns segundos preciosos para chegar no jogador do Criciúma.

No lance de expulsão do Gledson, a reação de João Burse foi de decepção e não tentou argumentar com a arbitragem. Alguns segundos pensando solitário, chamou o lateral Tito e passou a instrução para o Figueirense formar duas linhas de 4 marcadores e deixar apenas Renan Bernabé correndo na frente do ataque.

O treinador também não gostou do posicionamento do meia Matheus Machado. Fez algumas poucas ponderações com a bola rolando e sacou o atleta no intervalo para a entrada de Uesley Gaúcho.

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No segundo tempo, João Burse incentivou nos momentos que o Figueirense conseguiu chegar ao ataque. Como a defesa ficava longe, as intervenções não foram com muita frequência. Mesmo assim, ele tentava fazer com que a marcação tentasse subir as linhas para pressionar o Criciúma.

Nos bastidores dessa partida, a equipe de Florianópolis sabia que não conseguiria jogar de igual para igual com o Tigre. Dessa forma, Burse apostava na velocidade de seus jogadores para buscar algo diferente. Queria também pressionar a saída de bola do Tigre, mas isso foi mal executado.

A expulsão fez o que já era difícil ficar impossível. É provável que mudanças aconteçam para o jogo do meio de semana contra o Joinville. E que dessa vez, o Figueira consiga controlar algumas ações do jogo, diferente do que aconteceu no Estádio Heriberto Hülse.

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