Uma equipe internacional de astrofísicos detectou um sinal espacial extremamente raro e de curtíssima duração cruzando os arredores da Via Láctea.

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O objeto, que se movia em altíssima velocidade, foi batizado temporariamente de “Phoebe” pelos cientistas. “Trata-se de um dos sinais de microlensamento mais rápidos e de menor massa já detectados na história da astronomia”, apontam os autores no relatório técnico.

O avistamento foi possível graças a utilização de um sensor óptico de alta resolução instalado no Chile, que possibilitou que os pesquisadores flagrassem o objeto invisível, com massa equivalente a aproximadamente três vezes a da nossa Lua e de apenas 0,032 vezes a massa da Terra.

O que pode ser objeto “invisível” que cuzou a galáxia

De acordo com o estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS), se estiver na nossa própria galáxia, há indícios de que Phoebe seja um “buraco negro primordial”, que seria um tipo hipotético de buraco negro que teria se formado nos primeiros instantes de existência do Universo, logo após o Big Bang, muito antes do surgimento das primeiras estrelas.

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Contudo, pesquisadores apontam que se Phoebe estiver na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, ele seria um planeta gigante gasoso, ou um “planeta errante”, um planeta que não orbita nenhuma estrela, com cerca de 10% da massa do nosso Sol. Se confirmado, seria o primeiro planeta extragaláctico descoberto por esse método.