Mais de 400 mulheres foram vítimas de feminicídio em Santa Catarina desde 2020. Casos como esses seguem sendo noticiados semanalmente em diferentes plataformas — da TV ao rádio, passando pelo digital e impresso. Por trás dos números, no entanto, estão histórias interrompidas, famílias devastadas, crianças órfãs e uma sociedade profundamente impactada.
Continua depois da publicidade
Diante desse cenário, o NSC Notícias e o NSC Total apresentam a série especial “Até quando? Feminicídios, uma tragédia social”, que estreia na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, com o objetivo de provocar reflexão e contribuir para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Ao longo de quatro meses, a equipe da NSC TV, em parceria com o NSC Total, percorreu quatro regiões catarinenses: Grande Florianópolis, Norte, Vale do Itajaí e Oeste para ouvir histórias e reunir dados. Foram 22 entrevistas e mais de 10 horas de depoimentos, incluindo familiares de vítimas, mulheres sobreviventes, especialistas e autoridades.
Dividida em quatro episódios, a produção apresenta diferentes abordagens sobre o tema. O primeiro capítulo, “Feminicídio, um crime anunciado”, conta a história de uma jovem de 18 anos que teve uma das mãos decepada ao ser brutalmente atacada pelo ex-namorado, em Rio Negrinho. Nossos repórteres também ouviram o relato de uma mulher trans atacada por dois homens em Florianópolis.
O segundo capítulo, “Não dá para esperar mais”, discute a importância dos canais de denúncia e das ferramentas de proteção, como o Botão do Pânico e medidas protetivas de urgência. Entre os casos abordados está o de uma mulher que escapou de ser incendiada pelo ex-companheiro, em Blumenau, e a história de Bia Wachholz, assassinada na frente da mãe.
Continua depois da publicidade
Já o terceiro episódio, “Segura a minha mão”, fala sobre a importância do acolhimento e os caminhos possíveis após a denúncia de violência doméstica. Muitas mulheres são levadas aos abrigos onde ficam protegidas e têm a oportunidade de reconstruir a vida. A reportagem também chama atenção para a limitação desses serviços, hoje disponíveis em apenas 11 municípios catarinenses.
Encerrando a série, a reportagem “Estamos vivas” traz relatos de superação e destaca mulheres que, a partir de experiências de violência, passaram a apoiar outras vítimas. Já especialistas e autoridades discutem causas estruturais do feminicídio e apontam caminhos como educação, fortalecimento da rede de apoio e mobilização social.
Com linguagem documental, a série utiliza recursos de inteligência artificial para modificar as vozes e, assim, preservar a identidade das vítimas. O projeto tem coordenação de Elaine Simiano, com reportagem e direção de Mário Gomes, atualmente editor do Fantástico, em parceria com Júlia Venâncio, do NSC Total.
A equipe conta ainda com edição de texto de Mariana Faraco, edição e finalização de Júlio Quadrado, imagens de Mateus Castro e Josué Betim, arte de Fernando Carmo, além de profissionais de produção, pesquisa e apoio técnico.
Continua depois da publicidade
Ao dar voz a vítimas, familiares e especialistas, a série busca não apenas informar, mas sensibilizar a sociedade e contribuir para a construção de caminhos que ajudem a interromper o ciclo da violência contra as mulheres em Santa Catarina.

