Por muito tempo, os chamados “Backrooms” pareciam apenas mais uma lenda estranha da internet. Mas o que começou como uma imagem assustadora compartilhada em fóruns online acabou se transformando em um dos maiores fenômenos recentes do terror digital, e agora vai ganhar adaptação para o cinema.
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Com corredores amarelos aparentemente infinitos, iluminação fria e uma sensação constante de vazio, os Backrooms viralizaram justamente por despertarem um medo difícil de explicar: o desconforto de estar preso em um lugar familiar e estranho ao mesmo tempo.
Nos últimos anos, vídeos inspirados nesse universo passaram a acumular milhões de visualizações nas redes sociais e no YouTube, principalmente após o sucesso do criador Kane Parsons, conhecido online como Kane Pixels. Mesmo ainda muito jovem, ele acabou se tornando um dos principais responsáveis por transformar a creepypasta em um fenômeno visual que chamou a atenção até de grandes estúdios de Hollywood.
O que são os Backrooms?
A ideia dos Backrooms surgiu na internet a partir de uma imagem simples: uma sala vazia com paredes amareladas, carpete antigo e luzes fluorescentes. A fotografia foi compartilhada em fóruns acompanhada de uma história fictícia dizendo que algumas pessoas poderiam “sair da realidade” por acidente e acabar presas nesse espaço infinito e sem saída.
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A partir daí, o conceito cresceu rapidamente. Usuários começaram a imaginar novos níveis, criaturas misteriosas e diferentes versões desse labirinto interminável.
O que tornou tudo ainda mais assustador foi justamente a aparência comum do lugar. Diferente de monstros clássicos ou cenários sombrios, os Backrooms exploram o medo do vazio, do silêncio e da sensação de estar sozinho em um ambiente que parece abandonado há muito tempo.
Kane Pixels ajudou a transformar a lenda em fenômeno
O universo dos Backrooms ganhou uma nova dimensão quando Kane Parsons começou a publicar vídeos inspirados na história. Usando efeitos visuais e estética de filmagem analógica, ele criou cenas extremamente realistas mostrando pessoas explorando os corredores infinitos do local.
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Os vídeos viralizaram rapidamente por parecerem gravações antigas encontradas por acaso. A mistura de suspense, ambientação desconfortável e aparência quase documental fez muita gente acreditar que as imagens poderiam ser reais à primeira vista.
O sucesso foi tão grande que Kane Pixels passou a ser visto como uma das principais referências do terror analógico moderno, estilo que mistura aparência retrô com histórias perturbadoras e misteriosas.
O filme já começou a chamar atenção
O fenômeno online cresceu tanto que os Backrooms acabaram despertando o interesse da indústria do cinema. A adaptação para as telonas começou a gerar expectativa principalmente entre fãs de terror psicológico e cultura da internet.
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Grande parte da curiosidade em torno do projeto vem justamente da proposta diferente da história. Em vez de apostar apenas em sustos tradicionais, os Backrooms trabalham uma sensação constante de tensão e desconforto.
Outro detalhe que chama atenção é o fato de tudo ter começado praticamente como uma brincadeira online, criada e expandida coletivamente por usuários da internet.
O terror da internet virou tendência fora das redes
Os Backrooms fazem parte de uma nova geração de histórias de terror que nasceram diretamente na internet e depois ultrapassaram as redes sociais. Diferente dos filmes clássicos, essas produções costumam crescer primeiro entre comunidades online, vídeos virais e fóruns digitais.
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Nos últimos anos, esse tipo de conteúdo passou a ganhar ainda mais força entre o público mais jovem, principalmente pela estética misteriosa e pela sensação de “realidade perdida” que muitas dessas histórias conseguem transmitir.

