Uma baleia jubarte foi encontrada morta durante o fim de semana em São Francisco do Sul. O animal encalhou entre as pedras da Praia do Forte. Segundo o Programa de Monitoramento de Praias Bacia de Santos (PMP/BS), o local onde a baleia está é de difícil acesso e será necessário uma operação para resgatá-la.

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O PMP/BS, trecho administrado em parceria com a Univille, foi acionado na tarde de domingo (28) para socorrer o animal, mas ele já estava sem vida. Após o local ser avaliado, uma mobilização de resgate foi montada.

Entretanto, por conta das condições climáticas e difícil acesso ao local do encalhe, as equipes farão a retirada da carcaça da baleia apenas na terça-feira (30). As causas da morte da baleia serão, a partir disso, apuradas.

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Mais sobre a baleia jubarte

Conforme informações do Projeto Baleia Jubarte, esses animais podem atingir até 16 metros de comprimento pesando cerca de 40 toneladas.

A espécie pode ser facilmente identificada pela coloração quase negra do corpo, pela nadadeira dorsal típica da espécie, pelas já referidas grandes nadadeiras peitorais, que podem chegar a ter um terço do comprimento do corpo e são geralmente brancas, e pela cauda cuja face inferior possui padrões de coloração em branco e preto. Este detalhe é único para cada indivíduo, permitindo sua identificação individual

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Ainda de acordo com o projeto, as baleias jubarte possuem, ao invés de dentes em ambos os lados da boca, uma cortina de cerdas filtradoras – as “barbatanas”, muito semelhantes a escovas. 

“Esse aparato permite às jubartes se alimentar de pequeninos organismos do plâncton marinho, o krill, especialmente aqui no Hemisfério Sul, o krill é um diminuto  crustáceo semelhante a um camarão extremamente abundante nos mares ao redor da Antártica. As barbatanas também facilitam a captura de pequenos peixes de cardume como sardinhas e similares. Abrindo sua enorme boca e expandindo suas pregas ventrais, a jubarte ‘abocanha’ grande quantidade de água, que é então expelida através das barbatanas, retendo apenas o alimento”, cita.

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As jubartes respiram ar e o “esguicho” característico das baleias, no caso dela, não é água jorrada para cima, mas sim ar quente expelido a grande velocidade quando o animal expira, e água vaporizada que se acumulou sobre seu orifício respiratório.

Estima-se que as jubartes possam permanecer até cerca de 30 minutos submersas, e alcançar mais de 600 metros de profundidade em seus mergulhos.

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