Acabou a primeira semana do BBB 26 e que semana!. Faz tempo que o Big Brother não chega tão ligado no 220 já nos primeiros dias. Quem acompanha desde lá de trás sabe reconhecer na hora: essa mistura de elenco é o famoso puro suco de BBB.
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E aí entra o grande acerto da edição: o elenco. Trouxeram veteranos que não voltaram pra “passear na piscina”. Voltaram com história, com presença, com aquela cara de quem já entendeu que BBB é guerra fria e jogo falado. Soma isso a alguns camarotes interessantes e um grupo pipoca afiado, e pronto: receita explosiva.
Só que do outro lado tem a direção… rindo na cara do perigo.
O Quarto Branco virou polêmica aqui fora, a demora pra eliminar Pedro pesou, e ainda teve a tensão envolvendo a saúde do Henri Castelli. É um combo arriscado demais pra um programa que vive o tempo todo na corda bamba: um pé no entretenimento e o outro no “opa, isso aqui é vida real”.
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Na ânsia de fazer o jogo acontecer, já ficou claro que o BBB 26 vai ser agitado custe o que custar. Mas alguns atalhos podem custar caro, principalmente na dinâmica de convivência. Um exemplo foi aquela entrega de toucas de pipoca e broches, na segunda-feira (19), depois do Sincerão.
Porque ali o recado ficou grande demais, explícito demais.
Num paredão com Ana Paula Renault e Aline Campos em modo rivalidade declarada, saber que uma “foi melhor” do que a outra é quase um bilhete escrito em letras garrafais: “o público está desse lado aqui, tá?”
E quando o jogo recebe esse tipo de sinal externo, ele perde o que tem de mais precioso: o fator surpresa. Apazigua conflitos que ainda estavam crescendo, derruba narrativas que estavam ganhando corpo. O paredão já é o termômetro. O resto deveria ser silêncio.
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Nas últimas edições, esses sinais externos para dentro da casa foram recorrentes, Seu Fifi, Casa de Vidro, Quarto Secreto e Quarto do Poder foram algumas delas e todas entregaram demais o jogo. Deixem eles jogarem lá dentro e nós jogamos daqui de fora.
Aline Campos saiu, e a primeira rivalidade já foi resolvida. Ana Paula, do jeito que é, não vai demorar dois dias pra achar outro enredo e o Brigido já começou a aparecer na mira. Grupos se formando, panelinhas se desenhando, inimizades pedindo passagem. E na falta daquele participante “sem noção” que bagunça tudo, fica na mão da direção não deixar o ritmo cair na segunda semana.
Porque o BBB 26 tem tudo pra ser uma das melhores edições dos últimos anos. É só não deixar o jogo esfriar. E, principalmente, nenhum participante promessa atrapalhar o seu próprio jogo.
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Pontos altos da primeira semana
- A volta dos veteranos (e veteranos bons, daqueles que não têm medo de virar assunto)
- O impacto do Quarto Branco
- Muitas dinâmicas logo de cara, sem deixar a casa cair no tédio
- Ana Paula Renault, personagem de reality em estado puro
- Alberto Cowboy, com chance real de virar peça-chave de novo
- Chaiany e Gabriela, dupla com humor, carisma e potencial de caos (o BBB agradece)
O que não rendeu nessa primeira semana
- As primeiras possíveis plantas: Edilson, Brígido, Paulo Augusto, Samira, Leandro e Breno
- Sarah Andrade parecia promessa, mas a espiã já está com cara de “deixa pra amanhã”
- Babu Santana em modo “Paz e Amor” demais pra quem lembra do BBB 20
- O Sincerão com plateia foi ótimo, mas a presença das mães virou uma bela torta de climão
Quem são os participantes do BBB 26 (em ordem alfabética)
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