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    Bolsonaro: "Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína"

    Presidente faz piada em live e anuncia protocolo para uso da substância em estágio inicial da Covid-19

    20/05/2020 - 05h05 - Atualizada em: 20/05/2020 - 05h36

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    Por Folhapress
    Presidente Jair Bolsonaro
    Presidente fez piada em rede social no dia em que mais de mil pessoas morreram no país
    (Foto: )

    Por Gustavo Uribe e Daniel Carvalho

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinará na manhã da quarta-feira (20) novo protocolo que permitirá a utilização da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus.

    Em live com o jornalista Magno Martins nesta terça (19), o presidente ressaltou que o documento não obrigará nenhum paciente a ser medicado com a substância, mas dará a liberdade para que ele faça uso do remédio caso julgue necessário.

    "O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina", disse. "Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína", ironizou, referindo-se a uma marca de refrigerante.

    Nesta terça-feira, o Brasil registrou pela primeira vez mais de mil mortes em 24 horas. Ao todo, são 17.971 óbitos e 271.628 casos confirmados da doença no país.

    O presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância. O político do PSB, que tem criticado a postura de Bolsonaro diante da crise sanitária, anunciou na segunda-feira (18) que foi diagnosticado com a doença.

    "Eu acho que quem falou que era veneno, não pode tomar [cloroquina]. Eu sou cristão. O governador pode tomar a cloroquina. Pode ser que não precise. Mas, no seu lugar, eu tomaria", afirmou.

    Bolsonaro reconheceu que, no futuro, podem concluir que a substância serviu apenas como uma espécie de placebo no combate à doença. Ele, no entanto, observou que a comunidade médica também pode chegar à descoberta de que ela foi útil na cura de pacientes.

    A utilização da cloroquina para o tratamento do coronavírus ainda não tem evidências científicas que apontem eficácia e vai na contramão de estudos recentes.

    Atualmente, o protocolo adotado pela pasta prevê o uso do medicamento apenas por pacientes graves e críticos.

    A divergência em torno do uso da cloroquina é apontada como o principal motivo da saída do oncologista Nelson Teich do comando da Saúde, na semana passada.

    Na live desta terça, o presidente também voltou a criticar os governos estaduais que não seguiram decreto assinado por ele aumentando a lista de atividades essenciais durante a crise sanitária.

    Segundo ele, os gestores estaduais não podem agir como ditadores não cumprindo a iniciativa. E, caso não concordem com a reabertura de salões de beleza e academias de ginástica, devem recorrer ao Legislativo ou ao Judiciário para alterar a medida.

    "Agora, quando fala que não vai cumprir, está agindo como ditador", disse. "Eu nunca provoquei governador. Tem um do Sudeste que está o tempo todo provocando e falando abobrinha. É o tranca-rua. O estado dele está com problemas", acrescentou, referindo-se ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    O presidente disse ainda que a Saúde tem preparado outro protocolo de saúde com orientações para uma retomada das partidas de futebol no país. Ele ressaltou que a cúpula de clubes, como a do Flamengo, tem solicitado um retorno sem a presença de público.

    "Eles querem voltar a jogar futebol. Falei com a Saúde para ter um protocolo para abrir. Começa sem ninguém nas arquibancadas", afirmou.

    Declaração do presidente repercutiu no Twitter, veja:

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