Uma câmera de segurança flagrou o momento em que uma advogada foi atropelada na calçada por uma moto elétrica. O caso aconteceu em Jaraguá do Sul no dia 31 de maio, e durante a quarta-feira (10) chegou a virar debate na Câmara de Vereadores da cidade. Adolescente dirigia o veículo.

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O vereador Almeida (MDB) usou seu tempo na Palavra Livre para cobrar mais rigor na fiscalização dos veículos autopropelidos – categoria que abarca bicicletas elétricas, patinetes, monociclos e outros equipamentos de mobilidade individual.

A fala foi motivada pelo acidente na Rua Barão do Rio Branco, no Centro de Jaraguá do Sul. Uma moto elétrica, conduzida por um adolescente de 15 anos pela calçada, atingiu uma advogada após ela sair de um estabelecimento.

A vítima caiu no chão após o choque e teve ferimentos leves nos pés. As imagens do acidente foram recuperadas e divulgadas na internet.

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Debate na Câmara de Jaraguá do Sul após atropelamento com moto elétrica

— Hoje, não é por falta de regramento que as imprudências são deixadas de ser fiscalizadas. Nós temos um regramento claro. […] Se esta mulher bate a cabeça no chão, em uma quina, com a velocidade com que aquele autopropelido a atingiu, essa mulher teria um traumatismo craniano — alertou Almeida.

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O parlamentar classificou o episódio como lamentável e reforçou a responsabilidade dos pais nessa situação. Ele ainda questionou a ausência de fiscalização nesses casos, apesar do baixo efetivo da Polícia Militar. 

— Até quando nós vamos nos deparar com situações iguais a essa, de imprudência, de irresponsabilidade? — questionou.

O vereador Delegado Mioto (União), em aparte, avaliou os métodos de educação e punição no trânsito desses casos. Segundo ele, as ações têm sido insuficientes para melhorar a mobilidade e proteger as pessoas. A educação, segundo Mioto, poderia ser oferecida por uma Escolinha de Trânsito, projeto existente em outros municípios e que conscientiza crianças e jovens sobre acidentes e condução adequada.

— Não adianta, a Polícia Militar faz um trabalho de excelência na cidade, mas eles não têm mais braço para se dedicar à fiscalização dos autopropelidos —  declarou o vereador, ao defender a criação de uma Guarda Civil Municipal.

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O vereador Osmair Gadotti (MDB) declarou que a utilização dos autopropelidos em calçadas, proibida por lei municipal, é recorrente. Os parlamentares ainda demonstraram preocupação para a alta na entrada de pacientes em hospitais envolvidos em acidentes com esse tipo de equipamento.No ano passado, o Plenário da Câmara Municipal aprovou a lei que regulamenta a circulação dos autopropelidos.

O texto reforça que a circulação desse tipo de veículo de mobilidade individual fica restrita a ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, e que o tráfego em calçadas, calçadões, passeios e faixa de pedestres é proibida. Nesses casos, o condutor deve guiar o veículo de forma desmontada.