O projeto de lei que proíbe a distribuição, comercialização e fornecimento de produtos de plástico de uso único tramita na Câmara Municipal de Florianópolis. De autoria do vereador Camasão (PSOL), o texto prevê itens como canudos, talheres e pratos entre as proibições.

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O projeto entrou na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta segunda-feira (6), mas foi apresentado em junho deste ano. Em anexo ao projeto de lei, o vereador apresentou uma notícia do g1 SC que relata a quantidade de microplástico na Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis.

Segundo o documento, o projeto de lei tem como objetivo eliminar os plásticos de uso único, visto que “têm vida útil extremamente curta e baixíssima taxa de reciclagem”. Ou seja, os itens não estariam retornando ao ciclo de aproveitamento.

Quais produtos seriam proibidos?

O projeto de lei prevê a proibição de alguns plásticos de uso único:

  • Canudos plásticos;
  • Talheres plásticos;
  • Pratos plásticos;
  • Copos plásticos;
  • Bandejas e tigelas plásticas; e
  • Sacos e sacolas plásticas.

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O que diz o projeto de lei?

Caso aprovado, o projeto de lei prevê a substituição dos produtos de forma progressiva. Ou seja, a partir da publicação da lei, os estabelecimentos teriam um período para aplicar as mudanças.

  • Bares e restaurantes: em até 90 dias, fica proibida a distribuição gratuita dos itens;
  • Supermercados e lojas: em até 90 dias, fica proibida a distribuição de sacolas e sacos;
  • Demais estabelecimentos: em até 180 dias, fica proibida a distribuição total dos itens.

Para lidar com o fim dos produtos plásticos, o projeto de lei prevê alternativas sustentáveis ou biodegradáveis, como “materiais integralmente compostáveis”, feitos a partir de matérias-primas renováveis. Estabelecimentos que não seguirem o regulamento, estariam sujeitos a multas.

Quanto seria a multa?

Em caso de descumprimento da lei, o infrator receberia:

  1. Advertência escrita, na primeira infração;
  2. Multa de R$ 3 mil, na segunda infração;
  3. Multa de R$ 6 mil, na terceira infração;
  4. Suspensão do alvará a partir da quarta infração.

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Os valores arrecadados seriam destinados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, a fim de bancar programas de educação ambiental e incentivo à substituição de produtos plásticos. O projeto de lei ainda cobra campanhas publicitárias da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Educação a respeito do tema.

Praia de Florianópolis é considerada a mais poluída do Brasil

A praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, é a que mais se destaca em termos de poluição por macrorresíduos, macroplásticos e microplásticos no Brasil. A informação é do relatório “Raio-X dos Resíduos na Costa Brasileira: Descobertas da 1° Expedição Ondas Limpas na Estrada”, produzido pela Organização Não Governamental (ONG), Sea Shepherd Brasil, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).

*Sob supervisão de Luana Amorim

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