O ex-vereador Carlos Bolsonaro disse, pelas redes sociais, que ainda não é possível afirmar se o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, terá sequelas após um quadro de pneumonia, que levou à internação do político na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta sexta-feira (13). De acordo com o médico Brasil Caiado, cardiologista do ex-presidente, o quadro é “acentuado” e “grave”.

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Carlos afirmou, em uma postagem na rede social x, antigo Twitter, que recebeu a informação de que Bolsonaro teve uma broncoaspiração em grau elevado, “extremamente preocupante”. O quadro teria acontecido após refluxos, já mencionados em outros episódios de saúde de Bolsonaro.

“Ele segue na UTI, passando por exames e recebendo tratamento na tentativa de estabilizar o quadro clínico, sob acompanhamento médico constante. Ainda não é possível afirmar se haverá sequelas, nem quais serão as possíveis derivações do ocorrido até o momento”, escreveu.

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“Emergência médica”

Segundo o médico Brasil Caiado, o quadro é considerado grave porque a “pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e evolui para a septsemia, por isso a emergência médica”.

O médico também afirmou que Bolsonaro estava bem na noite desta quinta-feira (12) e que “a reação foi muito rápida dessa infecção”. No momento, ainda não há previsão de alta.

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— Em geral, antiobiótico em terapia venosa em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze…mas é impossível falar, você não sabe se haverá qualquer tipo de complicação — disse.

Boletim médico

Conforme um boletim, Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febra alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele foi submetido a exames de umagens e laboratoriais que confirmaram a broncopneumonia bacteriana bilateral. No momento, o político está na UTI e faz tratamento com antibioticoterapia venosa.

O Corpo de Bombeiros foi acionada para atender Bolsonaro por volta de 7h40min desta sexta-feira. O ex-presidente chegou ao hospital DF Star, em Brasília, por volta das 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Entenda o quadro de saúde de Bolsonaro

Em setembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de atendimento médico após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão arterial. Em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

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A defesa do político apresentou diversas vezes pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente. Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).