A Sexta-feira Santa, data em que se celebra a Paixão de Cristo, é no dia 3 de abril. O feriado nacional carrega um significado profundo para católicos no mundo inteiro, uma vez que é neste dia que, segundo o dogma católico, Cristo sofreu a Sua paixão, morrendo na Cruz pela salvação da humanidade.
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O simbolismo da data traz ainda uma série de tradições e regras para a Sexta-feira Santa. Embora não sejam obrigatórias para todos, existem práticas tradicionais seguidas por muitos fiéis, sendo uma delas a abstinência de carne vermelha.
Quais as carnes são proibidas e as liberadas
O Cânon 1251, do Código do Direito Canônico, obriga a abstinência de carne e o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Na tradição Cristã, a abstinência deve ser de carne de animais de sangue quente, o que inclui carne de mamíferos e aves.
Em um artigo da Canção Nova, o professor Felipe Aquino explica que a a carne permitida é aquela que “provém do mar, dos lagos e dos rios, com algumas exceções”.
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Mensagens de Sexta-feira Santa para compartilhar
“Explicado isso, é importante dizer que, embora o peixe possa ser consumido, seu preparo deve ser simples”, pontua o professor. Aquino afirma que a abstinência de carne e o jejum é uma mostra de gratidão “assim como Jesus deu sua carne e sangue por nós”.
No artigo, o professor ainda destaca que derivados, como o leite, queijo e os ovos das aves, é um ponto divergente dentro da Igreja. “Alguns os consideram pertinentes, pois não são o animal em si. Mas outros dizem que é preferível substitui-los”, destaca.
Além da escolha dos alimentos, é incentivada a moderação nas refeições. Muitos fiéis optam por jejum parcial ou fazem apenas uma refeição principal ao longo do dia.
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Quem é obrigado a fazer abstinência
Segundo a Igreja, estão obrigados a lei da abstinência os que completaram 14 anos e à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem completado 60 anos. Além disso, há dispensa por saúde, de pessoas que possuem alguma doença.
“Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência”, explica o Código do Direito Canônico.
Como começou a tradição
A prática tem origem na Idade Média e foi consolidada pela Igreja Católica como uma forma simbólica de jejum e penitência. A abstinência é uma forma de homenagear o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, afastando-se de prazeres alimentares, principalmente carne de animais de sangue quente.
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