A Justiça confirmou a condenação de 10 pessoas envolvidas em um ataque contra torcedores do Paysandu em Joinville. O caso aconteceu em um bar do bairro Aventureiro, no ano de 2022, e foi julgado em agosto de 2025. Após os recursos apresentados pelos réus, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu, nesta terça‑feira (28), manter as sentenças.
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O desembargador relator realizou pequenas adequações nas reprimendas de sete dos 10 réus, mas manteve o cumprimento das penas em regime inicialmente fechado. Ao se pronunciar, o magistrado registrou a “truculência do grupo e ressaltou o espírito agressivo da torcida organizada.”
As penas foram fixadas entre sete anos e oitos meses e 15 anos e dois meses de reclusão, pelos crimes de tentativa de homicídio duplamente qualificada — por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas —, associação criminosa armada e constrangimento ilegal. A decisão da 2ª Câmara Criminal de manter a condenação do grupo foi adotada de forma unânime.
Relembre o Caso Paysandu
O caso teve início em 20 de fevereiro de 2022, quando torcedores do Joinville foram até um bar onde estavam torcedores do Paysandu e Remo. No local, o grupo da torcida joinvilense ordenou que as vítimas tirassem as camisetas dos outros times.
Pancadaria entre torcedores ocorreu em Joinville
Diante da situação, um dos torcedores paraenses se recusou, o que deu início a uma pancadaria. De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), as agressões ocorreram com uso de barras de ferro, tacos de beisebol e pedaços de pau.
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Uma das vítimas chegou a ser espancada com barras de alumínio e cadeiras dentro de um bar. O homem ficou internado no hospital por 26 dias.
Durante o processo, alguns dos acusados alegaram que receberam mensagens de que torcedores do Joinville estavam sendo ameaçados pelos paraenses e que, ao chegarem no local, foram recebidos com cadeiradas.
Alguns acusados chegaram a ser presos preventivamente, mas as defesas conseguiram a revogação dessas prisões para que os réus pudessem responder em liberdade, com medidas cautelares.





