Chefe é investigado por dopar e abusar de funcionárias no trabalho em Jaraguá do Sul

Homem, de 34 anos, foi demitido da empresa

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(Foto: Tiago Ghizoni/ Arquivo NSC)

Um dos chefes de uma empresa que vende cursos de gastronomia em Jaraguá do Sul está sendo investigado suspeito de dopar funcionárias e abusar sexualmente de pelo menos uma delas. A mulher em questão relata ter apagado no meio do expediente e, quando acordou, o homem estava com as mãos dentro da calça dela. Ele, que tem 34 anos, foi demitido.

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De acordo com o delegado Caléu de Mello, responsável pelas investigações, o homem atuava como supervisor do setor em que as vítimas trabalham. Entre os contatos diários com as trabalhadoras, ele oferecia café, água e energético, por exemplo, em que há a suspeita de essas bebidas eram “batizadas” antes de serem entregues.

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Após consumir as bebidas, segundo o investigador, as vítimas sentiam sonolência, chegavam até a dormir instantaneamente ou perder a memória. Além da funcionária que relata ter acordado enquanto estava sendo abusada, uma outra ainda disse que, quando despertou, estava em casa, sem saber como havia chegado no local.

Em outubro, após suspeitar ter sido dopada, uma das mulheres foi à delegacia, registrou um boletim de ocorrência e colheu amostras de urina e sangue. Os exames periciais apontaram a presença de Zolpidem no organismo — uma substância de ação rápida que induz ao sono.

— Uma câmera que estava na cozinha flagrou o suspeito colocando alguma substância em uma caneca e, em seguida, entregando para a vítima. Uma outra câmera na sala dela mostrou ela entrando meio “grogue”. Em seguida, acabou dormindo no chão — detalha o investigador.

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Esta vítima, inclusive, deu o pontapé inicial para a abertura da investigação, e as outras denunciaram posteriormente. A suspeita é de que os ações por parte do chefe ocorriam, pelo menos, desde março. Além das vítimas, testemunhas que já foram ouvidas confirmam a versão das denunciantes.

Na tarde de terça-feira (19), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do suspeito. No local, os agentes encontraram substâncias compatíveis com as que foram detectadas no exame da primeira denunciante. Agora, a polícia aguarda o resultado da perícia do material apreendido para concluir o inquérito policial. Além disso, o celular do homem também será analisado.

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Até o momento, ele não foi preso.

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