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    China denuncia "doença crônica" do racismo nos Estados Unidos

    Porta-voz do Ministério Chinês das Relações Exteriores comparou a violência dos protestos norte-americanos aos de Hong Kong

    01/06/2020 - 08h29

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    Por AFP
    Protesto em Denver, Colorado, no último domingo (31)
    Protesto em Denver, Colorado, no último domingo, 31
    (Foto: )

    A China criticou nesta segunda-feira a "doença crônica" do racismo nos Estados Unidos, após a morte de um cidadão negro detido pela polícia, caso que provocou manifestações, algumas violentas, no país.

    Os incidentes em várias cidades americanas são o sinal da "gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos", declarou à imprensa o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian.

    A revolta nos Estados Unidos foi provocada pela morte em Minneapolis de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, em uma ação de um policial branco.

    Zhao fez uma comparação entre a violência nos Estado Unidos com a que sacudiu no ano passado a região semiautônoma chinesa de Hong Kong, em reação à influência de Pequim na ex-colônia britânica.

    Para ele, a resposta dos Estados Unidos às manifestações contra a violência policial em seu território é "um exemplo clássico de seus duplos padrões mundialmente famosos".

    "Por quê os Estados Unidos tratam como heróis os partidários da violência e da suposta independência de Hong Kong, ao mesmo tempo que chamam de 'agitadores' aqueles que protestam contra o racismo?", questionou.

    O governo do Irã também criticou a reação do governo americano no caso George Floyd.

    "Ao povo americano: o mundo ouviu o grito de vocês sobre o estado de opressão. O mundo está ao lado de vocês", declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abas Musavi.

    "E aos funcionários do governo e à polícia americana: parem a violência contra seu próprio povo e deixem que respire", completou.

    "Lamentamos profundamente ver o povo americano, que busca de maneira pacífica respeito e não mais violência, reprimido indiscriminadamente e encontrar com a violência máxima", disse Musavi.

    Também acusou o grande inimigo da República Islâmica de "praticar a violência e o assédio em casa e no exterior".

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