Cidade começa período sem escuridão e Sol não vai se pôr pelos próximos 84 dias
O fenômeno influencia diretamente a rotina das pessoas, afetando sono, horários e até o humor, já que o corpo humano usa a alternância entre claro e escuro para regular o relógio biológico
Utqiagvik registrou último pôr de sol no dia 11 de maio e só verá o anoitecer em 2 de agosto. (Foto: Reprodução)
Utqiagvik, cidade no Alasca, terá o sol visível durante 24 horas do dia, em um período conhecido como “sol da meia-noite”. Localizada a mais de 500 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, de terça-feira (12) até agosto, serão 84 dias sem anoitecer nesta região.
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O “sol da meia-noite” é um fenômeno que acontece nas regiões próximas ao Polo Norte durante o verão do hemisfério norte. Ele acontece devido a inclinação de 23,5º do eixo da Terra em relação ao plano da órbita ao redor do Sol.
Isso faz com que a luz solar continue acima da linha do horizonte, mesmo durante a madrugada. O último pôr do sol de Utqiagvik aconteceu na segunda-feira (11), e agora a cidade só verá um anoitecer em agosto.
Como funciona o “sol da meia-noite”
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O “sol da meia-noite” é um fenômeno natural em que o Sol permanece visível durante 24 horas, sem desaparecer no horizonte, mesmo durante a madrugada. (Foto: Reprodução)
sso acontece nas regiões próximas aos polos da Terra, especialmente acima do Círculo Polar Ártico e abaixo do Círculo Polar Antártico. (Foto: Reprodução)
O fenômeno ocorre por causa da inclinação do eixo da Terra, que é de cerca de 23,5°. Essa inclinação faz com que, durante parte do ano, um dos polos fique mais voltado para o Sol. (Foto: Reprodução)
No verão do hemisfério norte, áreas como o norte do Alasca, Noruega, Suécia, Finlândia, Groenlândia e partes da Rússia podem passar semanas ou até meses sem anoitecer. (Foto: Reprodução)
Em cidades extremas, como Utqiagvik, o Sol pode ficar visível continuamente por mais de 80 dias seguidos. (Foto: Reprodução)
Apesar do nome “meia-noite”, o céu não fica exatamente igual ao meio-dia. Durante a madrugada, o Sol costuma ficar mais baixo no horizonte, criando uma iluminação dourada e suave. (Foto: Reprodução)
O oposto também acontece no inverno dessas regiões: surge a chamada “noite polar”, período em que o Sol não nasce por vários dias ou semanas. (Foto: Reprodução)
No vídeo publicado pelo Serviço Nacional de Meteorologia, com efeito timelapse, o último pôr do sol mostra o Sol quase tocando a linha do horizonte antes do começo do período grande de claridade na região.
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O Alasca não é a única região que pode observar o fenômeno. Países nórdicos como Suécia, Groenlândia e parte da Rússia também registram o “sol da meia-noite”.