O município de Rio do Sul decretou estado de alerta climático para reforçar a prevenção contra as enchentes, alagamentos e outros eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. A medida é preventiva e voltada para organizar ações preparatórias de monitoramento, infraestrutura, mobilidade e Defesa Civil.
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O estado tem vigência até 31 de dezembro deste ano, mas pode ser prorrogado caso persistam as eventuais condições meteorológicas. Vale lembrar que esse decreto não configura uma situação de emergência e nem um estado de calamidade pública.
— O principal objetivo deste decreto é preparar Rio do Sul com antecedência, organizando equipes, estruturas e rotas alternativas para proteger vidas, manter os serviços essenciais e reduzir os impactos de possíveis eventos climáticos severos — explica o prefeito Manoel Arisoli Pereira.
O município, localizado no encontro dos rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste, convive há décadas com episódios de enchentes que marcaram gerações de moradores. Somente em 2024, o município registrou quatro enchentes, enquanto 2023 ficou marcado pela segunda maior cheia da história da cidade, quando o nível do rio Itajaí-Açu atingiu 13,04 metros.
A repórter Talita Catie, do NSC Total, contou o drama das famílias atingidas pelas frequentes enchentes de Rio do Sul, que precisaram deixar a casa e todos os pertences de uma vida para trás.
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Quais serão as medidas do decreto
As medidas previstas no estado de alerta climático são a intensificação do monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico, o acompanhamento dos níveis dos rios, assim como a limpeza e desobstrução de bueiros, bocas de lobo, canais, valas, ribeirões e outras estruturas de drenagem do município.
Além disso, o Plano Municipal de Contingência será revisado e atualizado no dia 30 deste mês, às 19h30min, em uma audiência pública aberta a toda a comunidade na Câmara de Vereadores.
Também serão feitas intervenções viárias preventivas de abertura, prolongamento e desobstrução em vias denominadas como Transenchentes, por serem mapeadas como rotas alternativas ou de contingência contra inundações.
O decreto também prevê um foco maior dos órgãos municipais nas ações preventivas e preparatórias. Por isso, será feita a verificação da disponibilidade de máquinas, veículos, equipamentos e equipes para eventual atuação emergencial, além da organização dos abrigos e recursos.
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A prefeitura afirma que está elaborando um plano de melhoria dos equipamentos para acomodar os moradores, caso haja necessidade, e já tem uma relação prévia de locais que podem ser utilizados pela comunidade em momentos de enchentes.
As intervenções serão definidas com base em análises técnicas da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura. A prioridade será para os pontos considerados estratégicos para reduzir o risco de isolamento de comunidades e melhorar o escoamento do trânsito durante eventos climáticos severos.
Relembre como foi enchente de 2024
Saiba quais são os indicadores para decretar emergência
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, são alguns elementos que obrigam o Estado a decretar situação de emergência em até 24 horas. São eles:
- Chuva acumulada acima de 80 milímetros em 24 horas ou 150 mm em 72 horas com danos verificáveis;
- Morte, desaparecimento ou desabrigamento simultâneo de dez ou mais famílias por conta de enchente, deslizamento, inundação;
- Isolamento de comunidade, com interrupção de acesso viário, por período superior a 24 horas;
- Interrupção de dois ou mais serviços essenciais em área com mais de cinco mil habitantes: fornecimento de energia elétrica por 48 horas; abastecimento de água potável por 24 horas; tráfego em estrada estadual ou federal que representa único acesso à cidade; funcionamento de unidade de saúde de referência regional;
- Deslizamento de terra que atinja pelo menos cinco imóveis ou 100 metros de via;
- Alerta laranja (perigo) ou vermelho (perigo extremo) acompanhado de danos humanos ou à infraestrutura.
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