Campo Grande é uma cidade com ruas arborizadas e atualmente vê suas calçadas, praças e quintais tomados por uma fruta chamada ingá. A fruta de polpa branca pode ser vista por toda cidade e virou presença constante na vida da população da capital sul-mato-grossense.
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Para o pesquisador Felipe das Neves Monteiro, da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) o ingá se adapta facilmente ao clima do Cerrado. Segundo o que ele disse ao g1, o ingá consegue resistir à variações de temperatura, e os solos não precisam ser extremamente férteis e podem até resistir à seca.
Como é o Ingá e para que serve?
O Ingá é uma fruta típica de biomas da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. O fruto tem formato de vagem verde alongada e as sementes ficam envoltas em polpa branca, fibrosa e com gosto doce. Por isso ganhou os nomes de “feijão-doce” ou “feijão-gelado”.
A fruta tem açúcares naturais e fornece energia para o corpo. Tem fibras, vitaminas e sais minerais. Apesar de não ser cheia de vitaminas, é considerada um alimento natural, fresco e que já faz parte da cultura da região.
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O que o Ingá representa para as ruas de Campo Grande
Ingá é alimento, mas a árvore também tem função biológica nas cidades, consguindo fixar o nitrogênio e melhorando a qualidade do solo ao redor. A árvore oferece sombra, biodiversidade e conforto térmico. A copa da árvore é grande e densa, dando sombra e deixando a cidade mais fresca.
As flores são perfumadas e ajudam na polinização, aumentando a biodiverisdade da área urbana. Em Campo Grande ela está presente em quintais e calçadas e faz parte da história de muitas famílias.





