A construção do novo data center do TikTok, pela empresa ByteDance, está acontecendo no Complexo do Pecém, centro portuário e industrial que fica nas cidades de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no interior do Ceará, região chamada de “esquina do Atlântico”.
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As obras estão em andamento e já envolvem cerca de mil pessoas. A previsão é que a operação comercial comece no terceiro trimestre de 2027. Rodrigo Abreu, CEO da Omnia Data Centers, empresa responsável pela construção, disse ao Diário do Nordeste que o edifício começa a tomar forma.
“Estamos na fase de montagem das estruturas pré-moldadas do primeiro edifício. Já temos alguns espaços cobertos, então já começa a tomar forma de um edifício. O que temos praticamente terminado é a montagem do pré-moldado da primeira sala”, disse o CEO.
O que é o Complexo do Pecém e onde fica?
O Complexo do Pecém está localizado entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, cerca de 60 quilômetros de Fortaleza, capital do Ceará. O complexo é uma joint venture formada pelo Governo do Estado do Ceará e o Porto de Roterdã, na Holanda.
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- Mais de 19 mil hectares de área
- Composto por área industrial, porto e Zona de Processamento de Exportação (ZPE)
- Localização geográfica estratégica
Por que esta região é chamada de Esquina do Atlântico?
A localização geográfica do complexo é estratégica, mais próximo dos Estados Unidos, da Europa e do Norte da África. Isso torna o Pecém pronto para receber a instalação de grandes empresas e competitivo no mercado internacional.
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O investimento do TikTok no Ceará
O investimento da ByteDance no Ceará foi formalizado em dezembro de 2025. A diretora de políticas públicas do TikTok Brasil, Mônica Guise disse que o valor investido será de mais de R$ 200 bilhões. A previsão é que o data center gere 3,8 mil empregos diretos e 9,5 mil indiretos na construção.
O projeto prevê a construção de quatro fases, com 300 megawatts (MW) de potência em cada fase. Serão 200 MW para a ByteDance e outros 100 MW para o funcionamento da estrutura.
O plano para lotar aviões cargueiros que vierem da China
Na construção do data center, a empresa responsável deve receber, a partir de abril de 2027, 15 voos mensais de aviões cargueiros que vão vir direto da China. O Governo do Ceará enxergou nisso uma oportunidade para impulsionar o agronegócio da região.
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Atualmente, um dos maiores entraves para exportação de produtos para a China, como pescados e castanhas de caju, é o alto custo do transporte aéreo. “Os aviões vão vir lotados de equipamentos e podem voltar para a China vazios. Ou podem voltar com produtos cearenses, a partir de negociações com compradores chineses”, aponta Fábio Feijó, secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará.

















