A presença de certas bactérias e fungos na boca pode aumentar em até três vezes o risco de desenvolver câncer de pâncreas, um dos tumores mais agressivos e com altas taxas de mortalidade.

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Essa descoberta foi publicada na na revista Jama Oncology. No estudo, os autores sugerem que um conjunto de bactérias e vírus presentes na boca podem servir como biomarcador não invasivo para rastreamento e prevenção da doença. Um biomarcador é um composto molecular, gene ou processo biológico observável.

A pesquisa acompanhou 122 mil pessoas de dois grandes grupo de indivíduos, que passaram pelos mesmos eventos, como a pandemia do corona vírus, por exemplo. O estudo foi feito nos Estados Unidos, por quase nove nove anos.

Das 122 mil pessoas, 890 participantes foram comparados e combinados, através de dados da pesquisa. Ou seja, divididos, 445 que desenvolveram o tipo mais comum de câncer de pâncreas e 445 sem câncer.

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Os pesquisadores então observaram que a presença de determinadas bactérias e fungos aumenta significativamente a probabilidade de desenvolver o tumor. Entre eles, destacam-se a bactéria Porphyromonas gingivalis, ligada a doenças periodontais (inflamação na boca), e o fungo do gênero Candida.

O câncer de pâncreas se caracteriza pelo crescimento descontrolado de células malignas no órgão. Por ser agressivo e, geralmente, descoberto tardiamente, o tempo de sobrevida é curto na maioria dos casos. O estudo sugere que exames simples de saliva poderiam, no futuro, ajudar a identificar pessoas sob maior risco, o que permitiria um diagnóstico precoce.

No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 10.980 novos casos anuais de câncer de pâncreas entre 2023 e 2025. A maioria dos registros corresponde ao tipo mais agressivo, adenocarcinoma, que representa cerca de 90% dos diagnósticos. Os 10% restantes são tumores neuroendócrinos, geralmente curáveis e com sobrevida mais longa.

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*Sob supervisão de Pablo Brito

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