O que começou como uma ambiciosa produção de ficção científica para a Netflix terminou em um dos casos mais incomuns da indústria do entretenimento. O diretor Carl Rinsch foi condenado a 30 meses de prisão federal após desviar cerca de US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 57,25 milhões) destinados à série Conquest, projeto que nunca chegou a ser concluído. As informações são da The New York Times.

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A sentença foi anunciada nesta segunda-feira (29) por um tribunal federal de Manhattan, nos Estados Unidos. Além da prisão, Rinsch foi obrigado a devolver o valor desviado à Netflix, participar de um programa de tratamento para saúde mental e se abster do uso de narcóticos.

Durante o julgamento, o juiz Jed Rakoff afirmou que levou em consideração depoimentos sobre os problemas de saúde mental do diretor. Entre as cartas apresentadas à Justiça estava uma declaração do ator Keanu Reeves, amigo de Rinsch desde as filmagens de 47 Ronins (2013).

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“Acredito que surgiram circunstâncias em que sua saúde mental foi comprometida pelo uso indevido de medicamentos e talvez outras questões, o que amplificou os atos de autossabotagem e grandiosidade”, escreveu Reeves.

Segundo a investigação, Carl Rinsch recebeu recursos da Netflix entre 2018 e o início de 2020 para desenvolver Conquest, uma série de ficção científica. Em vez de utilizar todo o orçamento na produção, o diretor transferiu parte do dinheiro para uma conta pessoal de investimentos, onde passou a negociar ações e outros ativos financeiros.

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Em 2021, após identificar um comportamento considerado errático por parte do cineasta, a Netflix decidiu cancelar o projeto. A partir desse momento, de acordo com a acusação, Rinsch utilizou o restante dos recursos para financiar um estilo de vida de luxo.

Entre os gastos apontados pela investigação estão investimentos em criptomoedas, hospedagens em hotéis cinco estrelas nos Estados Unidos e na Espanha, além da compra de cinco carros Rolls-Royce e uma Ferrari.

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*Sob supervisão de Pablo Brito