No Sudoeste Asiático, vive um grupo que parece pertencer mais ao oceano do que à terra: o povo Sama Bajau Laut.
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Chamados de “Povo do Mar”, eles habitam as águas das Filipinas, Malásia e Indonésia e carregam uma cultura marítima que atravessa gerações.
O mar é o lar deles
As casas dos Bajau são, na maioria, barcos de madeira que servem como moradia e meio de transporte. Por isso, vivem em constante movimento, mudando-se conforme a pesca e o clima.
Em alguns vilarejos, constroem moradias sobre estacas fincadas em águas rasas, formando pequenas aldeias flutuantes.
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A rotina gira em torno do mar. A pesca é a principal fonte de alimento e sustento, e os mergulhos em busca de peixes e moluscos são feitos sem tanques ou equipamentos de oxigênio — apenas com técnica, resistência e fôlego.
A ciência por trás do fôlego impressionante
Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, descobriram o motivo de o povo Bajau conseguir permanecer submerso por até 13 minutos e atingir profundidades de 60 metros.
O segredo está em um detalhe biológico fascinante: o baço deles é cerca de 50% maior do que o de outras populações.
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Esse órgão é responsável por armazenar glóbulos vermelhos ricos em oxigênio e liberá-los quando o corpo precisa de reforço. A comparação com o povo Saluan, que vive em terra firme e raramente mergulha, ajudou a confirmar a diferença.
De acordo com a revista National Geographic, a pesquisa foi inspirada em estudos sobre focas, animais que também possuem um baço desproporcionalmente grande para mergulhar por longos períodos.
Quando a evolução fala mais alto
A impressionante adaptação do povo Bajau não é fruto de magia, mas de evolução natural.
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Segundo a teoria de Charles Darwin, os organismos com características mais vantajosas para seu ambiente tendem a sobreviver e repassar esses traços às próximas gerações.
Após séculos vivendo em ambiente marítimo, os Bajau desenvolveram características físicas que favorecem a vida subaquática.
O que muitos consideram um “dom” é, na verdade, a prova de como o corpo humano pode se transformar para sobreviver — e prosperar — nas condições mais extremas.
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