O futuro do consumo parece ter uma contradição: quanto mais a tecnologia avança, maior fica a vontade das pessoas de se desconectar.
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Em 2026, o consumidor deve estar mais aberto ao uso da inteligência artificial, mas também mais preocupado em recuperar momentos fora do ambiente digital, buscar experiências reais e consumir produtos que tenham significado.
Essa é uma das principais tendências apontadas pelo relatório da Dentsu Creative, que analisou mudanças no comportamento dos consumidores e identificou um perfil cada vez mais dividido entre inovação e necessidade de conexão humana.
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Consumidor quer inteligência artificial, mas não quer depender dela
A inteligência artificial deve fazer parte ainda mais da rotina das pessoas nos próximos anos.
Segundo o estudo, 53% dos consumidores já usam ferramentas de IA no dia a dia. A tecnologia aparece como uma forma de economizar tempo, facilitar tarefas e oferecer experiências mais personalizadas.
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Mas existe outro lado: junto com o interesse pela IA cresce também uma preocupação sobre excesso de tecnologia e perda de autenticidade.
O consumidor quer praticidade, mas ainda procura sentir que existe algo real por trás das marcas, produtos e serviços.
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Menos tempo nas telas e mais experiências fora do digital
Mesmo conectadas o tempo todo, muitas pessoas começaram a perceber o impacto do excesso de telas na rotina.
A pesquisa mostra que parte dos consumidores tenta reduzir o tempo online e busca atividades que tragam uma sensação de pausa, como hobbies, encontros presenciais e experiências mais simples.
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A tendência não significa abandonar a tecnologia, mas encontrar um equilíbrio.
O consumidor de 2026 deve usar ferramentas digitais para facilitar a vida, mas valorizar cada vez mais aquilo que não pode ser automatizado.

Produtos deixam de ser apenas produtos
Outra mudança no comportamento de consumo está ligada ao significado das compras.
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Itens relacionados a nostalgia, comunidades e interesses pessoais ganham espaço porque representam identidade e pertencimento.
Mais do que comprar algo, o consumidor busca fazer parte de uma história.
Esse movimento aparece no crescimento de comunidades de fãs, colecionadores e grupos criados em torno de interesses específicos.
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Marcas precisarão criar conexão, não apenas vender
Com tantas opções disponíveis, chamar atenção do público deve ser um dos maiores desafios para as empresas.
A tendência é que marcas que entendam as emoções por trás das escolhas do consumidor consigam criar relações mais fortes.
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Alguns caminhos apontados para o futuro são:
- usar inteligência artificial para personalizar experiências
- criar comunicação mais próxima e transparente
- oferecer produtos com propósito
- investir em comunidades e experiências reais
O consumidor de 2026 não deve escolher entre tecnologia ou humanidade.
Ele vai querer os dois: a facilidade da inovação, mas com a sensação de que existe algo verdadeiro por trás.
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