Uma carga de remédios emagrecedores contrabandeados foi descoberta dentro do banco traseiro de um carro na BR-282, Km 223, em Lages, na Serra Catarinense. A ocorrência foi registrada na tarde de sexta-feira (5) pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Continua depois da publicidade

O carro tinha dois ocupantes: o motorista, um homem de 46 anos, e uma passageira, de 42, que é proprietária do veículo. Os dois estariam se deslocando da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, que faz fronteira com o Paraguai, de onde os medicamentos seriam provenientes, conforme a polícia.

Quando abordados pela PMRv, ambos negaram o transporte de mercadoria ilícita. No entanto, durante buscas pelo veículo, os medicamentos foram encontrados escondidos dentro do banco traseiro, entre a estrutura e a espuma.

No compartimento haviam dezenas de caixas de remédios emagrecedores, principalmente os feitos à base de Tirzepatida, de muitas marcas diferentes, algumas sem registro no Brasil e que não são liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Remédios emagrecedores estavam escondidos dentro do banco traseiro (Fotos: Polícia Militar Rodoviária, Divulgação)

Continua depois da publicidade

Ainda dentro do carro foi encontrada uma lista com dados de possíveis clientes. Os medicamentos e documentos foram apreendidos e os envolvidos conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal de Lages.

Uso irregular de emagrecedores pode trazer riscos

Os medicamentos com Tirzepatida, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, foram desenvolvidos para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 1. Entretanto, por conta do efeito supressor de apetite que leva ao emagrecimento rápido, passou a ser visado por pessoas que não necessariamente se enquadram nas condições de saúde que os medicamentos tratam.

Além disso, a popularização destes medicamentos nas redes sociais levou a um aumento exponencial da procura pelas canetas, mesmo sem prescrição. Como são medicamentos de alto custo no Brasil, contrabandistas viram a oportunidade de trazer ilegalmente os produtos do Paraguai.

Anvisa, no entanto, alerta para os riscos envolvidos no uso de medicamentos obtidos de maneira irregular, como a dúvida sobre a procedência dos insumos e o armazenamento inadequado.

Continua depois da publicidade