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    Coreia do Sul minimiza relatos sobre saúde de líder Kim Jong Un, da Coreia do Norte

    Jong Un esteve ausente em importante evento nacional na semana passada

    21/04/2020 - 18h09 - Atualizada em: 21/04/2020 - 19h39

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    AFP
    Por AFP
    Líder da Coreia do Sul Kim Jong Un, ao centro
    Líder da Coreia do Sul Kim Jong Un, ao centro
    (Foto: )

    *Sebastien Berger

    A Coreia do Sul minimizou as notícias de que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, teria se submetido a uma cirurgia recentemente, enquanto alguns observadores se perguntam o porquê de sua ausência em um importante evento nacional na semana passada.

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    Em 15 de abril, Pyongyang comemorou o aniversário de nascimento do fundador do regime, Kim Il Sung, avô de Kim, mas apesar de ser a data mais importante no calendário político anual, Kim não aparece em nenhuma das fotografias divulgadas pela imprensa oficial.

    O Daily NK, um meio de comunicação digital administrado principalmente por desertores norte-coreanos, afirma que Kim teria sido operado em abril por conta de problemas cardiovasculares e estaria se recuperando em uma mansão na província de Phyongan do Norte.

    - Fumo em excesso, obesidade e sedentarismo levaram ao tratamento cardiovascular urgente de Kim - reporta o site, citando uma fonte norte-coreana não identificada.

    A informação não foi confirmada, mas provocou uma enxurrada de especulações. Citando um alto funcionário dos Estados Unidos, a CNN reportou que Washington está "estudando relatórios" segundo os quais Kim Jong Un estaria "em estado grave após a cirurgia", sem dizer se esses "relatórios" são na verdade o artigo do Daily NK.

    "Não temos nada a confirmar e nenhum movimento específico foi detectado na Coreia do Norte", segundo um comunicado da presidência sul-coreana. Algumas autoridades da Coreia do Sul questionam a credibilidade das informações do Daily NK.

    A agência de imprensa sul-coreana Yonhap considerou, citando declarações de um alto funcionário do país que não quis revelar sua identidade, que as informações que indicam que Kim estaria gravemente doente "não são verdadeiras".

    A última aparição pública de Kim registrada em fotos oficiais foi em 11 de abril, quando ele presidiu uma reunião do gabinete político do partido, durante o qual havia pedido medidas mais rigorosas para combater o novo coronavírus.

    Pyongyang, que fechou suas fronteiras e aplicou restrições populacionais, alega que não registrou nenhum caso da COVID-19.

    Não é a primeira vez que a ausência de Kim gera todo tipo de especulação. Em 2014, ele não foi visto por seis semanas e posteriormente reapareceu com uma bengala. Os serviços de inteligência sul-coreanos citados pela agência Yonhap disseram na época que ele tinha sido operado para remover um cisto do tornozelo.

    O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que lida com questões inter-coreanas, e o Ministério da Defesa se recusaram a comentar. A China, apoio diplomático e principal fornecedor de mercadorias para a Coreia do Norte, também não quis se aprofundar na questão.

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