Atacante revelado no Joinville, Chrystian Barletta foi comprado pelo Corinthians após ser a revelação do Campeonato Paulista pelo São Bernardo, em março. Em coletiva nesta segunda-feira, o presidente do JEC, Darthanhan de Oliveira, revelou que o Tricolor tem direito a 10% do valor da transferência de R$ 6 milhões, ou seja, R$ 600 mil.

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Entretanto, o dinheiro ainda não chegou aos cofres do Joinville, de acordo com o presidente. 

AN 100 anos

— Temos um valor a receber pelo Barletta. Ele foi vendido ao Corinthians por R$ 6 milhões, com pagamento de R$ 1 milhão à vista e dez parcelas de R$ 500 mil ao São Bernardo. Nós temos 10% disso, então nós teríamos R$ 100 mil à vista e dez parcelas de R$ 50 mil, para fechar os R$ 600 mil. Isso já faz uns três meses e o Joinville ainda não recebeu nada. Me parece que o Corinthians não pagou o São Bernardo e a gente está nessa batalha para tentar buscar essa receita — revelou Darthanhan.

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Ao ge, o São Bernardo confirmou que também não recebeu o dinheiro do Corinthians.

Procurado, o Corinthians ainda não se manifestou sobre o questionamento da reportagem.

Nas categorias de base, Chrystian chegou ao Joinville em 2016 e subiu para o profissional em 2019. Esteve no time que disputou a Série D em 2020 e 2021, sendo titular, com seis gols em 40 jogos pela equipe principal. Ainda passou por Bahia e Chapecoense até chegar no São Bernardo no início do ano. Em março, o Corinthians anunciou a contratação do atacante de 21 anos.

Dinheiro faz falta neste momento ao JEC

Também confirmado pelo presidente na coletiva, a justiça homologou a recuperação judicial do Joinville, aprovado pela Assembleia dos credores em março. 

A partir da próxima terça-feira (20), o clube começa a pagar a dívida de R$ 21,1 milhões, em até 10 anos, em parcelas divididas nos 120 meses, com início em R$ 40 mil por mês, aumentando pelo menos 20% ao ano de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Para ajudar a quitar, o Tricolor entende que teria uma aceleração dos pagamentos, repassando 30% de tudo que receber, seja direito de transmissão, premiações em competições, vendas de atletas, etc. Isso, por exemplo, ajudaria o Joinville a antecipar também parcelas de 2033, ou anos anteriores, começando de trás para frente.

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No total, são R$ 21,1 milhões de dívidas, com R$ 13,8 milhões de dívidas trabalhistas.

*Sob supervisão de Lucas Paraizo

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