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    Coronavírus: Moro diz que Brasil pode fechar mais fronteiras para combate do vírus 

    Divisa com a Venezuela já está fechada

    18/03/2020 - 16h59

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    Folhapress
    Por Folhapress
    Entrevista coletiva de Jair Bolsonaro e ministros sobre o coronavírus
    Entrevista coletiva de Jair Bolsonaro e ministros sobre o coronavírus
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    Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar o fechamento parcial da fronteira do Brasil com a Venezuela em razão da crise do coronavírus, o ministro Sergio Moro (Justiça) disse nesta quarta-feira (18) que o governo pode adotar restrições semelhantes para postos fronteiriços com outras nações vizinhas.

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    - O que está em avaliação no governo é a possibilidade do fechamento temporário por medidas sanitárias da fronteira com outros países, a semelhança da Venezuela - disse Moro, durante entrevista coletiva com Bolsonaro sobre a resposta do Planalto à emergência sanitária.

    Ele não citou quais fronteiras poderiam ser afetadas. O governo decidiu proibir a entrada de cidadãos provenientes da Venezuela na fronteira entre Pacaraima (Roraima) e Santa Elena do Uairén. O argumento é que o país vizinho, comandado pelo ditador Nicolás Maduro, está em situação de colapso do seu sistema de saúde, o que aumenta o risco de entrada no Brasil de pessoas com o novo coronavírus.

    O governo já havia manifestado preocupação com a possibilidade de subnotificação de casos da Covid-19 na Venezuela. O fechamento da fronteira não vale para tráfego de mercadorias, apenas para a entrada de estrangeiros em território brasileiro.

    A situação das fronteiras do Brasil com países vizinhos foi discutida nesta quarta em uma videoconferência de Bolsonaro com os presidentes Mario Abdo Benítez (Paraguai) e Luis Lacalle Pou (Uruguai), além do chanceler argentino Felipe Solá. As autoridades dos quatro membros do Mercosul falaram sobre a necessidade de cooperação em cidades de fronteira, que em muitos casos não têm demarcações claras ou controles na separação entre um país ou outro.

    Até a fala de Moro, no entanto, o governo brasileiro era reticente a admitir a possibilidade de fechar a passagem em postos fronteiriços além do da Venezuela. Na coletiva, em que Bolsonaro e todos os ministros participantes vestiram máscaras, Moro também disse ser necessário analisar com cautela a possível liberação de parte da população carcerária.

    A recomendação foi feita pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e por uma das câmaras temáticas da PGR (Procuradoria-Geral da República), principalmente em relação àqueles que integram grupos de risco, mais vulneráveis à contaminação, ou que são presos provisórios ou considerados de menor periculosidade.

    - Nós temos de proteger a contaminação dentro dos presídios, mas seria uma solução muito simplista simplesmente abrir as portas das prisões, já que isso deixaria vulnerável o restante da população - comentou.

    Moro destacou que o governo proibiu visitas nos presídios federais e que vários estados estão adotando a mesma medida totalmente ou de forma parcial. Acrescentou que uma portaria da pasta, elaborada em conjunto com o Ministério da Saúde, sugere aos estados medidas preventivas para evitar a proliferação do novo coronavírus nas cadeias. Segundo ele, o governo também atuará no fornecimento de equipamentos e insumos para proteção dos presos.

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