Um empreendimento considerado inédito no Extremo Oeste catarinense está colocando o município de Princesa no mapa da ranicultura em Santa Catarina. Localizado na Linha Marmeleiro, o ranário AquaRã trabalha com a criação da rã-touro gigante, espécie originária dos Estados Unidos e adaptada para produção em cativeiro. O desenvolvimento da atividade, já conta com cerca de 100 mil rãs distribuídas em 108 baias de produção.
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O empreendimento pertence a Mauro Lunkes e Angélica Knob e opera em sistema de ciclo completo, abrangendo desde as matrizes e os girinos até a fase final de engorda dos animais. Atualmente, cada baia abriga aproximadamente 800 rãs.
Parte da estrutura fica em área externa, onde estão instalados os tanques do matrizário e do girinário. Já a etapa final de engorda ocorre em um galpão fechado, com controle de manejo e limpeza constante da água para garantir a sanidade dos animais.
Segundo Mauro, o início da atividade exigiu planejamento e investimento próprio. Ele afirma que o apoio da prefeitura foi importante para viabilizar a implantação do projeto.
— Recebemos cerca de 30 horas de máquinas para abertura dos açudes, além de subsídio nos serviços excedentes, o que ajudou a dar continuidade aos trabalhos — relata.
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Proprietários querem ampliar estrutura
A expectativa dos proprietários é ampliar a estrutura nos próximos meses com a construção de mais dois galpões e a implantação de um sistema de aquecimento, necessário para manter o crescimento das rãs durante o inverno.
Hoje, o manejo da produção é feito por duas pessoas. A carne será destinada inicialmente a um frigorífico especializado de Chapecó, com foco no mercado de exportação. No futuro, os proprietários estudam instalar um abatedouro próprio na propriedade.
Além da produção própria, Mauro pretende incentivar outros produtores da região a ingressarem na atividade. A ideia é promover palestras sobre ranicultura, oferecer suporte técnico e criar um sistema de parceria para fornecimento e compra da produção.
Como funciona a criação de rãs gigantes?
A criação de rãs, no entanto, depende de licenciamento ambiental e cumprimento de normas específicas. Segundo os proprietários, toda a atividade é realizada de forma regularizada e acompanhada por empresa especializada.
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A carne de rã é considerada um produto de alto valor agregado e tem mercado voltado principalmente à gastronomia especializada. Rica em proteínas e com baixo teor de gordura, ela é comparada à carne de frango pela textura e sabor.
Com a implantação da AquaRã, Princesa passa a integrar o grupo de municípios catarinenses que investem na diversificação da produção rural por meio da ranicultura.
















