A crise interna que toma conta do São Paulo ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (6). A Polícia Civil está apurando duas movimentações sobre possíveis irregularidades financeiras no São Paulo, segundo informações do ge.

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Uma das frentes da investigação apura R$ 1,5 milhão recebido por depósitos em dinheiro nas contas do presidente do São Paulo, Julio Casares, além de 35 saques nas contas do clube totalizando R$ 11 milhões.

Os advogados de Casares dizem que a origem da quantia é “lícita e legítima”. Segundo a defesa do dirigente, ele “desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração”.

Os depósitos foram feitos com pequena quantia de dinheiro e de maneira fracionada, com casos de até 12 operações no mesmo dia, somando R$ 49 mil. O limite para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil.

A ação supostamente caracterizaria a técnica de “smurfing”, que é usada para burlar sistemas de investigação do Coaf.

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Ao banco, Julio Casares justificou que os recebimentos eram referentes a bonificações de campeonatos que o Tricolor disputou.

*Sob supervisão de Marcos Jordão